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Israel ignora a resolução da ONU e mantém ataques a Gaza

 Imprimir Arabesq | 09/01/2009 A | A
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Consciência Jeans

Israel continuou a atingir a região de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, mesmo após a aprovação da resolução 1860 do Conselho de Segurança que pede um cessar-fogo imediato entre Israel e o Hamas.

A Embaixadora de Israel nas Nações, Gabriela Shalev, evitou comentar diretamente a resolução, pedindo da comunidade internacional que se concentre na interrupção dos foguetes da Resistência Islâmica (Hamas).

“A comunidade internacional deve concentrar-se na interrupção das atividades terroristas do Hamas, e na definição de que organizações terroristas não devem ter legitimidade de lideranças”, defendeu Shalev.

Ela afirmou que Israel não tem outra escolha a não ser se defender, e responsabilizou o Hamas pelas hostilidades recentes contra o movimento palestino.

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert declarou que “a resolução das nações unidas não pode ser cumprida”.

A ministra das relações exteriores de Israel, Tzipi Livni, garantiu que “Israel agiu e continuará agindo de acordo com os interesses de sua população, sua segurança e direito de defesa”.

O Conselho Menor de Segurança de Israel realiza hoje reunião extraordinária para discutir a resolução 1860.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (8) uma resolução de cessar-fogo imediato e duradouro na faixa de Gaza horas após os principais países árabes e as potências ocidentais chegarem a um consenso por uma resolução em busca de trégua na região. A medida foi aprovada por 14 votos a favor e uma abstenção dos Estados Unidos.

Segundo informações da ONU, desde o início da ofensiva israelense na faixa de Gaza, em 27 de dezembro de 2008,  ao menos 775 palestinos foram mortos, entre eles 257 crianças e adolescentes menores de 17 anos e 86 mulheres; O número de feridos passou de 3000, 40% deles são civis.

A posição do Hamas

O representante do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, disse na Al-Jazeera que a decisão da ONU "é um sinal do fracasso da operação militar israelense na Faixa de Gaza" e que "o objetivo israelense de quebrar a resistência palestina não foi alcançado”.

Ele acrescentou que "apesar de garantirmos que a resistência é uma das partes do conflito, não fomos em momento nenhum consultados sobre a resolução”.

O líder do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, disse que a resolução não considera os interesses do “nosso povo” em Gaza. Para Sami a resolução da ONU “não significa que a batalha acabou", e pediu da resistência e do povo palestino que permaneçam em prontidão para enfrentar a continuidade da agressão.

No que diz respeito à aplicação da resolução Sami garantiu que a posição do Hamas será anunciada com o início de sua implementação, e informou que uma delegação do Hamas irá ao Cairo no Sábado (10) para discutir os termos da iniciativa egípcia.

Para cumprir o cessar-fogo Hamas exige o “fim da agressão israelense em Gaza; O fim da ocupação israelense no setor; garantias da abertura das passagens fronteiriças, especialmente a passagem de Rafah” acrescentou Sami.

A resolução da ONU foi aprovada sem estar sob a seção VII da carta das Nações Unidas, que prevê o uso da força em caso do não cumprimento da resolução.

O secretário-geral da Liga Árabe Amr Moussa disse que "a resolução é juridicamente obrigatória".

com agências internacionias

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COMENTÁRIOS
 
Nasser Nagib Abon El Hosn 1/10/2009 4:22:35 AM
Sou descendente de árabe e fico decepcionado com a desunião dos povos árabes. Tem o poder do petróleo e não fazem nada. Pelo amor de Deus vamos socorrer os palestinos sem disparar um tiro. Imagine na sua mente se um daqueles inocentes que morreram fosse o seu filho. Vamos tomar VERGONHA na cara. Deus vai nos cobrar uma atitude. Entre muçulmanos, árabes, descendentes de árabes e simpatizantes, são bilhões pelo mundo. Eu conclamo a difundir pelo mundo afora um boicote ao consumo de produtos e serviços de origem dos EUA e de Israel. Coca-cola, carros americanos, passagens aéres, etc. Os EUA já estão em crise, Israel por tabela também entrará. PELO AMOR DE DEUS, a partir de agora vamos iniciar este boicote. Faltarão recursos para investirem em armamentos a partir do mmoneto que as empresas perderem receita.

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