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1730 mortos e feridos na Faixa de Gaza enquanto Israel prepara invasão terrestre

 Imprimir Arabesq | 29/12/2008 A | A
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Sobe para 310 o número de mortos e 1420 o de feridos na incursão aérea israelense contra a Faixa de Gaza em 48 horas.

Enquanto prossegue os ataques aéreos, Israel, concentrou tanques na fronteira, ameaçando uma possível operação terrestre.

A operação "Chumbo endurecido" é a mais violenta desde a ocupação israelense dos territórios palestinos, em 1967. Os ataques, iniciados no sábado, deixaram 310 mortos e 1420 feridos, entre eles centenas de mulheres, crianças e profissionais de organizações internacionais de ajuda humanitária ligados à ONU.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, acusou Israel de "cometer um Holocausto aos olhos do mundo inteiro, que não mexeu um único dedo para evitar a ofensiva".

"A resistência palestina se reserva o direito de responder a essa agressão com operações de mártires", ou seja, atentados suicidas, anunciou o porta-voz.

Hoje, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse ser favorável a ampliar as operações do Exército contra alvos do Hamas. Segundo ele, "as FDI (Forças de Defesa Israelenses) expandirão e aprofundarão as operações em Gaza a tudo o que for necessário".

Barak não descartou a possibilidade de uma operação terrestre na Faixa de Gaza. "Devemos saber que isso não será de curta duração e não será fácil", acrescentou.

Além disso, Israel decidiu mobilizar 6.500 reservistas, anunciou uma fonte do governo, que pediu anonimato.

A Força Aérea de Israel atacou 230 alvos do Hamas na Faixa de Gaza, alegando o objetivo de impedir o lançamento de foguetes palestinos (de fabricação caseira) contra cidades israelenses.

Apesar do ataque israelense, outros seis foguetes palestinos foram lançados em resposta aos ataques israelenses e caíram neste domingo no sul de Israel, sem provocar vítimas. No entanto, o alcance dos foguetes palestinos é cada vez maior. Um deles, do tipo Grad, atingiu pela primeira vez Gan Yavne, próximo do porto de Ashdod, 33 km ao norte da Faixa de Gaza. Já o Hamas diz ter lançado dois foguetes Grad contra Ashdod, segundo maior porto de Israel. Desde o inicio dos ataques israelenses, o Hamas lançou 86 projeteis ocasionando uma morte civil israelense.

A Força Aérea israelense disse ter destruído mais de 40 túneis de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito. Esses novos bombardeios deixaram dois mortos e 22 feridos, segundo fontes médicas. Israel diz que os túneis eram usados para contrabandear armas ao território palestino. Os palestinos dizem que eles eram usados para trazer suprimentos médicos e alimentares do Egito para Gaza que sofre do embargo israelense a 50 dias consecutivos. Israel também impede a entrada de jornalistas para o território palestinos atacado.

Nos limites da Faixa de Gaza, tanques israelenses estão posicionados para adentrar o território, onde vivem 1,5 milhão de palestinos. O governo alertou que poderá iniciar operações militares por terra se os disparos com foguetes por militantes palestinos não cessarem.

A polícia egípcia disparou para o alto hoje para impedir que dezenas de palestinos forçassem a fronteira ao norte da passagem de Rafah, para entrar no Egito, e enviou reforços para o setor.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) solicitou hoje a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, em particular de equipamentos e material médico para atender aos feridos, e alertou estar com escassez de suprimentos médicos básicos.

Hoje, a organização humanitária britânica Oxfam advertiu que o ataque israelense pode deflagrar uma crise humanitária em Gaza. "Centenas de milhares de pessoas em Gaza dependem da Oxfam e de outras organizações internacionais de ajuda para receber os produtos de sobrevivência básica, como água potável e comida", alertou John Prideaux-Brune, responsável pela Oxfam em Jerusalém.

Segundo o depoimento de uma das colaboradoras do CICV na zona das hostilidades, "as pessoas em Gaza têm medo de sair à rua, enquanto os hospitais estão lotados e não podem atender à magnitude nem ao tipo de ferimentos que estão se apresentando".

O Crescente Vermelho (a Cruz Vermelha nos países islâmicos) do Irã informou que enviará dois aviões com ajuda humanitária para Gaza através do Egito. Na Líbia, a Fundação Kadhafi divulgou a criação de uma ponte aérea para a retirada dos feridos palestinos.

Hamas desmente as alegações israelenses que defendem um direito de defesa contra “um perigo mortífero” ocasionado pelos foguetes palestinos que, segundo Israel, infringiram a trégua entre o Hamas e o estado Judeu. Hamas disse que a trégua previa o fim dos ataques e do bloqueio israelenses contra Gaza em troca do fim do lançamento de foguetes do Hamas contra o território israelense. Para Hamas foi Israel quem infringiu a trégua ao assassinar mais de 22 palestinos durante seu período, e manter o bloqueio que impediu a entrada de suprimentos médicos e alimentares para gaza, criando uma crise humanitária reconhecida e criticada por todas as organizações internacionais de direitos humanos.

com agências internacionais

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COMENTÁRIOS
 
wiison francisco da silva 12/29/2008 1:14:09 PM
Os palestinos deveriam deixae de provocar israel, e com isso viverem em paz., e israel como país rico que é , deveria indenizar os palestinos com um bom dinheiro para que eles pudessem levar uma vida digna em outro país. pois foi o Deus Altíssimo que deu israel aos israelitas e isso é irrevogável.

ARLINDO VIEIRA 12/30/2008 3:38:32 PM
A absurdo as pessoas mataren os aus outros por motivo nen eles mesmo sabem explicarem. Quantas pessoas vivem no mundo lutando pra não morer de fome e outros matando pessoas enocente e gastando bilhoes de dolaras em armas que matam a distancia de quilometros...

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