China e Malásia criticam incursão israelense em Gaza

Receita de China e Malásia criticam incursão israelense em Gaza

A | A

A China pediu à cessação das "operações militares" e a tomada de "medidas efetivas" para acalmar a tensão na Faixa de Gaza, vítima da ofensiva israelense.

O vice-primeiro-ministro chinês Li Keqiang, de visita oficial no Kuwait, disse que a China está "surpresa e seriamente preocupada com as operações militares atuais em Gaza", informa o diário oficial "China Daily".

"Isto se opõe aos esforços feitos pela comunidade internacional", assinalou Li, em referência aos últimos ataques do Exército israelense sobre Gaza, os mais sangrentos desde a Guerra dos Seis Dias de 1967.

Li também pediu às duas partes, Israel e os palestinos, que resolvam suas diferenças mediante o diálogo para conseguir a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

O vice-primeiro-ministro chinês disse que seu país, como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sempre apoiou o processo de paz no Oriente Médio.

"A China apóia os esforços feitos por todas as partes, especialmente pelos países árabes, para conseguir uma paz completa e justa na região", acrescentou.
O Governo da Malásia também criticou Israel pelo emprego "desproporcional" da força militar em sua ofensiva contra a Faixa de Gaza, e alertou do risco que os ataques produzam uma catástrofe humanitária.

"A Malásia deplora o uso desproporcional do poderio militar de Israel contra o povo de Gaza", disse o primeiro-ministro malaio, Abdulla Badawi, em comunicado.

Em sua nota, o chefe do Governo malaio pediu que se restaure imediatamente o cessar-fogo e que seja respeitado pelas partes.

"É preciso uma catástrofe humanitária a qualquer custo. A violência deve parar imediatamente", disse.

A Malásia, país de maioria muçulmana, é um aliado da causa palestina e freqüentemente critica a política de Israel.

Ao redor de 310 palestinos morreram e mais de 1420 se encontram feridos, 220 deles gravemente, desde que começou a ofensiva israelense na manhã do sábado, segundo o serviço de Emergência e Ambulâncias do Ministério da Saúde em Gaza.