O maior massacre cometido por Israel contra os palestinos em um dia desde 1967

Receita de O maior massacre cometido por Israel contra os palestinos em um dia desde 1967

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Corpos separados de suas cabeças e pedaços de restos mortais espalhados por todo lugar, essa é a imagem que dominou o que está sendo chamado de “Sábado negro” quando morreram mas de 225 palestinos e mais de 750 ficaram gravemente feridos.

Corpos separados de suas cabeças e pedaços de restos mortais espalhados por todo lugar, essa é a imagem que dominou o que está sendo chamado de “Sábado negro” quando morreram mas de 225 palestinos e mais de 750 ficaram gravemente feridos, vítimas do maior massacre cometido por Israel contra os palestinos desde 1967.

No mundo as reações foram claras pela imediata condenação da operação militar israelense lançada um dia após a manobra do estado judeu que tentou amenizar críticas internacionais ao abrir as passagens de suprimentos alimentares e médicos para Gaza enquanto planejava a incursão aérea e, possivelmente, terrestre contra o território palestino que sofreu isolamento do mundo por mais de 45 dias com o bloqueio israelense que impediu, inclusive, a entrada de jornalistas a Gaza.

O Conselho de Segurança da ONU foi convocado neste sábado (27) para realizar consultas sobre a situação criada pelos ataques da aviação de Israel contra áreas civis no território palestino, após a forte reação de países e instituições internacionais, já que muitos dos mortos são mulheres, idosos e crianças. O pedido ocorreu pouco antes de Israel realizar um novo bombardeio, neste domingo.

Ontem, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, pediu o fim dos confrontos e disse que está "profundamente alarmado com a violência pesada e o banho de sangue de hoje em Gaza", além da "continuidade da violência no sul de Israel".

A Força Aérea israelense voltou a bombardear o que alega serem alvos do Hamas, plataformas de lançamento de foguetes e estradas; usando caças F15 e modernos Helicópteros Apache fornecidos pelos EUA. A nova operação destruiu a estrada Saladino, a principal de Gaza, sem deixar vítimas; uma oficina metalúrgica usada para a fabricação de foguetes; e a sede da organização Al-Nour, vinculada ao Hamas.

Leila Shahid, a representante da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na União Européia (UE), acusou Israel de ter cometido um "crime de guerra". "Nada justifica o bombardeio de uma população civil de 1,5 milhão de habitantes que vivem em 356 km quadrados." desse Leila.

Em resposta aos ataques neste sábado, o Hamas disse ter lançado dezenas de foguetes Qassam [de fabricação caseira] contra o sul de Israel. Um deles acertou uma casa e matou uma mulher. Outros dois foguetes caíram na cidade de Ashkelon sem provocar vítimas, segundo a polícia de Israel. O comando do Hamas disse que não se renderá aos ataques israelenses.

A Liga Árabe também realizará uma cúpula extraordinária na próxima sexta-feira, em Doha (Catar), para tratar dos ataques israelenses contra o Hamas. Segundo diplomatas, haverá um encontro também na quarta-feira, no Cairo (Egito).

Neste sábado, o Catar, a Síria e o Sudão propuseram organizar uma cúpula árabe extraordinária para discutir os ataques aéreos israelenses. O secretário-geral da Liga confirmou a reunião de quarta, no Cairo, mas se negou a divulgar a data e o local da cúpula.

O premiê e ministro das Relações Exteriores do Qatar, Hamad Ben Khassem, explicou à TV por satélite Al Jazeera que seu país solicitou essa cúpula "para adotar uma posição árabe comum para ajudar nossos irmãos palestinos a (obter) uma suspensão do bloqueio imposto a Gaza" por Israel.

O Brasil criticou a "reação desproporcional" de Israel no bombardeio deste sábado contra a faixa de Gaza que deixou mais de 200 mortos e cerca de 700 feridos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores pediu que Israel e o grupo radical islâmico Hamas parem com seus ataques e iniciem um diálogo.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que a ação foi uma "falta de respeito" com esforços turcos pela paz. A Turquia é o aliado mais importante de Israel na região. "Não somos qualquer país. Somos um país trabalhando para que predomine a paz."

Reação Popular

Centenas de palestinos protestaram neste sábado em Belém diante de um posto de controle militar israelense contra os ataques cometidos horas antes pelo Exército de Israel em Gaza.
Os manifestantes partiram da praça da Manjedoura e foram ao posto de controle israelense, situado cerca de 500 metros. Lá, jovens atiraram pedras contra os soldados israelenses, que revidaram com bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral e balas de borracha, disse Fayez A. Saqqa, deputado por Belém do Parlamento da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Reações semelhantes ocorreram em quase todas as capitais árabes. Na Jordânia praticamente todas as cidades e acampamentos palestinos testemunharam manifestações e pedidos de uma atitude firme das nações árabes contra o massacre cometido por Israel.

No Líbano a reação foi imediata, as manifestações começaram espontaneamente nos acampamentos palestinos com o começo do surgimento das primeiras imagens chocantes comprovando a violência dos ataques israelenses.

Em todo o mundo árabe os manifestantes demonstraram profunda rejeição das posições dos líderes árabes. No domingo são previstas maiores manifestações populares.

Com Agências Internacionais