Centenas de palestinos mortos vítimas de violento ataque israelense à Faixa de Gaza

Receita de Centenas de palestinos mortos vítimas de violento ataque israelense à Faixa de Gaza

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Pelo menos 195 palestinos, entre eles dezenas de mulheres e crianças, morreram na manhã deste sábado, vítimas do mais violento ataque lançado por Israel sobre a Faixa de Gaza.

Subiu para 225 o número de mortos nos ataques de aviões de guerra israelenses, que arremessaram mais de 100 toneladas de bombas contra a Faixa de Gaza, entre os mortos e feridos dezenas de mulheres e crianças, vítimas do mais violento ataque lançado por Israel sobre a Faixa de Gaza. Forças israelenses lançaram cerca de 30 mísseis contra território palestino, deixando ainda mais de 750 pessoas feridas. Pelo menos 30 instalações do governo palestino e do Hamas na cidade de Gaza foram atingidas. O Hamas reagiu aos ataques disparando pequenos foguetes contra Israel que usou caças f16 e modernos helicópteros Apache ambos fabricados pelos Estados Unidos.

"O número de vítimas já alcançou os 195 e há mais de 300 feridos, dos quais 120 se encontram em estado grave", declarou o médico Muawiya Hassanein à agência de notícias AFP. "O número subiu devido a novos ataques israelenses e ao resgate de corpos que se encontravam debaixo de escombros", acrescentou ele.

Um jornalista da Agência AFP relatou que a maioria dos quartéis generais dos serviços de segurança e da polícia de Gaza foram bombardeados em ataques simultâneos lançados por Israel, segundo um integrante dos serviços de segurança do Hamas.

O presidente palestino Mahmud Abas anunciou que já iniciou uma série de "contatos urgentes" com numerosos países para deter os bombardeios: "Iniciamos contatos com vários países árabes e outros para cessar a vil agressão e os massacres na Faixa de Gaza", disse Abas por telefone à agência AFP desde a Arábia Saudita, onde se encontra, em visita oficial.

Mais cedo, o presidente palestino condenou os ataques de Israel, por meio de seu porta-voz Nabil Abu Rudeina, e pediu que a comunidade internacional interviesse para fazer cessar os bombardeios.

Ataques podem se estender

O exército israelense confirmou que lançou um forte ataque aéreo contra a Faixa de Gaza, no território palestino controlado pela organização islâmica Hamas e avisou que os bombardeios irão continuar e poderão se estenter. "Nossa aviação interveio fortemente contra as estruturas do Hamas na Faixa de Gaza para deter os ataques terroristas das últimas semanas contra localidades no sul de Israel", disse um porta-voz à agência AFP.

"Alertamos a população civil da Faixa de Gaza sobre os nossos ataques e o Hamas, que se esconde entre essa população, é o único responsável por isso", continuou o porta-voz. "Nossa operações continuarão e se estenderão, se for necessário", advertiu ele. O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, reforçou dizendo que a operação prosseguirá "pelo tempo que for necessário".

Jogo de Marketing

Neta sexta-feira, Israel abriu temporariamente o acesso de suprimentos médicos e alimentares para a faixa de Gaza após mais de 45 dias de bloqueio dos mesmos, um passo que foi considerado por muitos como uma tentativa de amenizar tensões para prorrogar trégua entre ambos os lados, Israel e palestino. Mas a mídia árabe confirma hoje que a “jogada” foi uma tentativa de amenizar as críticas da opinião pública internacional e uma manobra para preparar melhor aceitação rumo a uma grande operação militar contra os territórios palestinos.

Hamas havia condicionado a extensão da trégua com a abertura permanente do bloqueio israelense sobre seus territórios, permitindo com isso a entrada de combustíveis e alimentos escassos no setor para solucionar a forte crise humanitária de mais de 1.5 milhões de palestinos que passaram a consumir ração animal para sobreviver.

O bloqueio foi criticado por diferentes organizações internacionais incluindo a ONU e originou iniciativas européias incluindo a de parlamentares europeus na tentativa de quebrar o cerco a Gaza através do mar. O estado Judeu ignorou todos os apelos internacionais e impediu muitas das tentativas de transportar ajuda humanitária para os palestinos de Gaza.

Liga árabe terá reunião extraordinária

A Liga Árabe realizará amanhã, no Cairo, uma reunião de emergência para "examinar os bombardeios israelenses de Gaza", anunciou Amer Musa, secretário-geral da organização.

"Os ministros árabes das Relações Exteriores terão uma reunião de urgência nas próximas horas para examinar a agressão israelense à Faixa de Gaza", declarou Musa, antes de explicar que o encontro foi solicitado pela Jordânia.

Musa pediu ainda à Líbia, membro do Conselho de Segurança da ONU, que solicite uma reunião do principal órgão de decisão das Nações Unidas.

O rei Abdullah II da Jordânia entrou em contato com os presidentes egípcio, Hosni Mubarak, e palestino, Mahmud Abbas, para "lançar uma iniciativa árabe e internacional destinada a acabar com a agressão israelense", segundo o palácio real.

O líder líbio Muamar Kadhafi conversou neste sábado com vários dirigentes árabes para adotar uma postura "firme e séria" a respeito, segundo fontes oficiais. O Irã, inimigo jurado do Estado judeu, também condenou os ataques e pediu uma ação da comunidade internacional.

"Vinguem pela força"

A organização Hamas pediu aos seus seguidores que "vinguem pela força" os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza. "Pedimos que nossas tropas se vinguem pela força as operações do inimigo israelense", conclamou o porta-voz do Hamas em uma mensagem difundida na emissora de rádio da organização.

Com Agências Internacionais