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Livni quer os Árabes-Israelenses fora do “Estado Judeu”.

 Imprimir Arabesq+Al-Arabiya | 12/12/2008 A | A
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A Ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, a preferida na corrida eleitoral para se tornar primeiro-ministro, disse, na quinta-feira, que os árabes israelenses deveriam passar para um estado palestino quando este for finalmente criado.

"A minha solução para a manutenção de um estado judeu e democrático em Israel, é ter duas entidades nacionais distintas", ela disse a um grupo de alunos do ensino secundário em Tel Aviv.

"E, entre outras coisas, serei capaz de abordar os palestinos residentes em Israel, aqueles a quem chamamos de árabes israelenses, e dizer-lhes: suas aspirações nacionais estão em outro lugar".

Livni lidera o partido Kadima, e disputa com o ex-premiê Benjamin Netanyahu, do direitista Likud, a corrida das eleições legislativas marcadas para 10 de fevereiro.

As eleições antecipadas foram convocadas após a renúncia do Primeiro-Ministro Ehud Olmert por uma série de escândalos de corrupção.

Os 1,4 milhões de árabes-israelenses que fazem parte e correspondem a cerca de 20 por cento da população do "Estado Judeu", são descendentes dos 160.000 palestinos que permaneceram em suas terras após a criação de Israel em 1948.

As declarações de Livni causaram reações indignadas do parlamentar árabe-israelense Ahmed Tibi e da Autoridade Palestina.

"Ela tem de decidir se pretende deixar um milhão de árabes sem direitos políticos ou uma identidade nacional, ou se ela realmente tem a intenção de transferir um milhão de cidadãos árabes para o Estado palestino que será estabelecido", disse Ahmed.

O Porta-Voz da Presidência Palestina, Nabil Abu Rudeina, disse à AFP que as observações de Livni "colocam obstáculos no caminho do processo de paz e não conduzirão a um acordo de paz e a uma solução justa e completa".

"Estas declarações não servem a causa da paz ou os esforços empenhados para alcançar uma paz na região. E mostram que Israel não tem seriedade nas negociações com os palestinos", disse Nabil.

"O caminho para a paz é pelo respeito dos direitos internacionais. A campanha eleitoral israelense não deve ser usada para criar tensões", alertou Nabil falando de Amã.

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COMENTÁRIOS
 
Edmundo 12/14/2008 1:47:05 PM
Isto se chama nazismo, esta mentalidade de ser uma raça superior a outra. Israel sempre se achou melhor do que todas as nações, mas esqueceram que Jesus, do qual eles rejeitam por ter pregado a paz, falou " Os ladrões e as prostitutas lhes precederão nos reinos dos ceus".

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