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Holofotes sobre Assad e Sarkozy em Paris

 Imprimir Arabesq | 13/07/2008 A | A
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Consciencia Jeans

A Visita histórica do Presidente Sírio Bashar al-Assad à França, depois de anos de tentativas de boicote e de isolamento pelo ocidente, constituiu o começo da desintegração do anel formado por parte dos Estados Unidos ao redor de Damasco para apertar o cerco e obrigá-la a fazer concessões em sua posição referente a questões do Oriente Médio como, por exemplo: a causa palestina, a ocupação americana do Iraque, a questão libanesa, a questão nuclear no Irã e o apoio à resistência dos movimentos Hamas e Hezbollah.

O presidente sírio foi recebido calorosamente no Palácio Elise pelo Presidente francês Nicolas Sarcozy que realizou uma reunião bilateral com o convidado sírio, e outra com a participação do Presidente Libanês Michel Suleiman, e o Emir do Catar Hamad Bin Khalifa Al-Thani.

Os presidentes, da Síria e da França, manifestaram a intenção de ambos em desenvolver melhores relações nos diversos campos, e renovaram o apoio ao acordo entre os libaneses em Doha no Catar. O Presidente Francês saudou ainda a forte determinação do presidente Assad para estabelecer relações diplomáticas entre a Síria e o Líbano, prometendo tomar todas as ações que visem à assinatura do acordo de parceria entre a União Européia e a Síria.

A França afirmou a importância do possível papel da Síria no Líbano, apelando para que o diálogo Sírio e Libanês seja consciente, e pediu ao presidente Sírio que ajudasse a solucionar a questão nuclear iraniana.
 
O Presidente Assad sublinhou igualmente a necessidade de apoiar o Líbano na próxima fase “porque o acordo alcançado em Doha não é suficiente e há mais fatores que devem ser concluídos na próxima etapa, tais como a adoção da nova lei eleitoral, eleições parlamentares e o diálogo nacional entre todas as partes”. Sobre o tema iraniano, o presidente Sírio considera que “a única solução é na política, pois qualquer outra solução traria graves repercussões, a posição da Síria é o de eliminar todas as armas de destruição em massa do o Oriente Médio”.
 
No que diz respeito às negociações de paz com Israel, a Síria afirmou que ainda está negociando indiretamente por intermédio da Turquia, e que sente interesse por parte dos franceses em fazerem parte das negociações diretas. Na coletiva, o presidente sírio convidou o Presidente francês a fazer parte não como intermediador, mas ocupando a posição ao lado dos Estados Unidos participando diretamente do acordo, protegendo as negociações diretas e o cumprimento de suas resoluções.
 
Por sua vez, o Presidente libanês Michel Suleiman agradeceu o apoio da Síria nas fazes difíceis do Líbano e declarou que tinha confirmado mais do que uma vez que o Líbano aguarda com expectativa o estabelecimento de melhores relações com a Síria, bem como a importância do estabelecimento de relações diplomáticas e a demarcação da fronteira entre os dois países
 
O Emir do Catar Hamad Bin Khalifa Al-Thani disse que as conversações foram construtivas, e o aspecto mais importante dessas relações é a aproximação entre a Síria e a França.

Após a conferência de imprensa, os presidentes, Sírio e Libanês, fizeram nova reunião onde discutiram questões de interesse mútuo e formas de desenvolver as relações entre ambos.
 
O presidente Francês visitará Damasco em setembro a convite do presidente Sírio, o que carimba a mudança de rumo na política e estratégia internacional, que atribui grandes esperanças ao papel a ser desempenhado pelo Presidente Assad na próxima fase, tanto no que diz respeito a resolução dos problemas enfrentados pelo ocidente no Oriente Médio, como no êxito do processo de paz que ganha maior credibilidade com as possíveis negociações diretas entre Síria e Israel.
 
Na opinião de alguns analistas, a visita do presidente da Síria a Paris roubou as luzes da Cúpula (União do Mediterrâneo) e dos 44 líderes participantes, que se reunirão neste domingo em Paris. Alem de por fim à desastrosa política americana durante a administração Bush, o idealizador das estratégias de isolamento e o não diálogo.

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