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NOTÍCIAS DA ÚNICA “DEMOCRACIA” DO ORIENTE MÉDIO - 2

 Imprimir Arabesq | 08/05/2012 A | A
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Consciência Jeans

1. RACISMO ATÉ NO ESPORTE

Ido Kozikaro, membro da liga israelense de basquete, jogou pela liga nacional em 2009 e era conhecido pelos torcedores como “Ido, o canibal”.

Durante as festas da páscoa judaica, ele escreveu no seu facebook:  “Não há nada melhor que celebrar a páscoa com ´matzah´ *, regado com sangue de crianças cristãs e muçulmanas”.

Para não deixar dúvidas, colocou a foto de duas criancinhas ao lado de suas declarações.

Vários amigos do jogador, gostaram do “post” e alguns pediram para serem convidados para a festa. Um até questionou se a mistura do pão com o sangue do goym é kosher.

Racismo é uma palavra branda para descrever o sionismo.

Beitar de Jerusalém é um dos times de futebol mais famosos em Israel. Sua torcida organizada denominada “La família” é conhecida no país pela sua violência e racismo. O time ganhando ou perdendo, os torcedores saem às ruas, gritando slogans como “morte aos árabes”, “expulsem os árabes”  e insultam as religiões muçulmana e cristã.

No último mês, centenas desses torcedores invadiram um shopping center em Jerusalém, onde alguns palestinos trabalham. Os palestinos foram brutalmente atacados, alguns com ferimentos graves, conforme gravado pelas câmeras de segurança do estabelecimento. Nenhum agressor foi preso, porque segundo a polícia israelense, não houve queixas. 

Para Dorit Abramovich, diretora de uma organização para a democracia em Israel, a violência no shopping é um indicador de um problema muito maior.  Segundo Dorit, Israel vive em uma situação de racismo escancarado: matar, ameaçar, intimidar e humilhar os árabes, são condutas aceitas pela sociedade israelense.

Novamente, segundo o jornal israelense Haaretz, em 16/4/2012, dezenas de torcedores daquele time, invadiram as ruas com seus rotineiros gritos de “Morte aos árabes”.

Atacaram uma senhora judia de cincoenta anos de idade, Reli Margalit, quando ela protestou contra sua conduta racista.

Nenhum torcedor foi preso. A impunidade é a regra, uma vez que em Israel, racismo contra goym não é crime, ao revés, é política e essência daquele Estado.

2. UMA PALESTINA SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO

Leila Jabarin é uma uma palestina de setenta anos, que vive no pequeno povoado  de Um El Fahm, na Galiléia e tem sete filhos, trinta e sete netos e é casada com o pedreiro Ahmed.  Na sua aldeia, é conhecida como Um Raja (mãe do primogênito  Raja, cujo nome árabe significa esperança).

A terra da família, como a da aldeia, foi confiscada por Israel, para a construção de cidades e fazendas de uso exclusivo dos colonos judeus.

Os cidadãos de Um El Fahm, como o resto dos palestinos que vivem dentro de Israel, são parte do povo palestino, que resiste à limpeza étnica iniciada em 1947.

A história de Leila e sua família é a narrativa típica dos palestinos, considerados cidadãos de terceira classe, vítimas de segregação, discriminação e racismo israelenses.

Mas Leila tem uma outra história, também de racismo, que é um segredo que guardou por  cincoenta e dois anos.

Ela é judia, nascida em 1942, no campo nazista de Auschwitz. Seu nome de solteira era Helen Brashatsky.  Ela foi salva com sua família por um médico cristão que trabalhava no campo e permaneceu na casa dele, por três anos, até o fim da segunda guerra.

Após a libertação de Auschwitz, pelo exército soviético, a família de Helen retornou para sua pátria natal, Iugoslávia.

Em 1948, poucos meses antes da criação de Israel, Helen e família, sob influência da propaganda sionista,  imigraram para a Palestina.

Conforme a propaganda sionista, a Palestina era  a terra vazia, sem povo, que por dois mil anos, estava esperando o retorno do “povo judeu”. Uma terra fértil, cheia de leite e mel.

Mas tarde, Helen ou Leila, descobriu que além de mel e leite e fertilidade, havia povo - os palestinos.

Helen começou a questionar a narrativa oficial israelense e viu com seus próprios olhos, que a pátria judaica estava sendo construída, arruinando-se a pátria de outro povo.  Para ela, aquela terra foi roubada de seus verdadeiros donos, que foram expulsos.

Com esses pensamentos, ela encontrou Ahmed, um pedreiro palestino, que trabalhava perto de sua nova casa. Era o início de uma história de amor, que acabou em casamento.

Ela mudou de nome e de casa, para criar seu novo lar.

A família de Helen não aceitou o casamento e a polícia israelense invadiu a  casa de Ahmed e Leila, repetidas vezes, para levá-la à força para seus pais.

Nas reiteradas vezes, Leila fugia, retornando à casa de seu marido.

Muitos anos se passaram antes de a família aceitar o casamento.

Segundo Leila, quando criança e adolescente, ensinaram-lhe que os árabes e Hitler são duas faces da mesma moeda.

Mas segundo Leila, “na sociedade árabe-palestina, encontrei amor e solidariedade e nunca me senti estrangeira entre eles. Odeio guerra e sofro quando assisto suas vítimas, principalmente crianças. Meu passado que não quer acabar”.

A história de Um Raja ou Leila ou Helen não termina aqui.

Como sobrevivente do holocausto, ela deveria receber a indenização paga pelo governo alemão. Mas após o casamento com o goy, Israel cessou o pagamento da verba que é seu direito.
Para Israel, ela é palestina e aos palestinos não podem ser considerados vítimas, mesmo se sobrevivente do nazismo.

3. QUEM ESTÁ SABOTANDO AS CONVERSAS DE PAZ

Em um artigo publicado em 25/4/2012, no jornal israelense ISRAEL HAYOM, sob título “Quem está sabo

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Abdel Latif Hasan Abdel Latif

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