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ISRAEL DECLARA GUERRA CONTRA POESIA E VERDADE

 Imprimir Arabesq | 23/04/2012 A | A
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Israel,  o Estado mais poderoso do Oriente Médio,  nuclear e convencionalmente armado, declarou guerra total contra um poeta armado apenas com suas palavras.

O alvo da fúria sionista desta vez  foi o escritor alemão e Nobel de literatura Günter Grass. Antes, igual alvo de ataques israelenses, havia sido o escritor português e  Nobel de literatira, Saramago.

Grass, no seu poema “O que deve ser dito”, publicado em vários jornais europeus, denuncia a hipocrisia ocidental em relação a Israel, Irã e Palestina.

O mundo sabe e Israel reconhece que o Estado judeu  tem armas nucleares desde a década de 60.
Israel recusou as inspeções demandadas por Keneddy,  se recusa a assinar o Tratado Internacional de não proliferação de armas de destruição em massa e não permite qualquer tipo de inspeção nas suas instalações nucleares.

No caso do Iran, há apenas suspeita de que os persas poderiam no futuro desenvolver armas nucleares. Os líderes iranianos declararam repetidas vezes que seu programa destina-se unicamente a fins civis, pacíficos e aceitaram a supervisão  dos seus programas nucleares pela Agência Internacional de energia atômica.

Mesmo assim, Israel e seus aliados no Ocidente pressionam para atacar o Irã.
Para  o dramaturgo e escritor alemão, Israel, como potência nuclear, coloca em perigo a paz mundial já bastante fragilizada. Qualquer ataque  ao Irã necessariamente se transformará em um conflito mundial de conseqüências imprevisíveis.

Grass critica, em especial, a política do seu país, principalmente a entrega de meia dúzia  de submarinos avançados de fabricação alemã e com capacidade de lançamento de ,mísseis nucleares de longo alcance.

Armar Israel,  sabendo que  o exército do Estado judeu, em sua curta existência, tem a prática histórica  incessante de  matança de civis árabes,    com total impunidade, além da ameaça contínua  e praxe de atacar os países vizinhos (já atacou todos os seus vizinhos), não é apenas moralmente condenável, mas politicamente incorreto e temerário.

As palavras de Grass são um grito de paz e contra aqueles que desejam a qualquer custo levar o mundo a uma nova guerra.

A reação dos sionistas e  dos apoiadores de Israel “certo ou errado”  foi imediata e como sempre, histérica..

Nenhum deles tentou discutir as idéias apresentadas pelo escritor alemão. Como sempre reagem a qualquer crítica ao Estado judeu,  não discutem ou analisam idéias, limitam-se aos ataques pessoais e ao velho golpe da acusação  de antissemitismo.

O Conselho Central dos judeus na Alemanha classificou o poema como um panfleto agressivo de agitação. Henryk Broder, escritor judeu sionista da Alemanha, em uma resposta publicada no jornal alemão “Die Webt” escreveu: “Grass sempre teve problemas com os judeus, mas nunca conseguiu se articular de uma maneira tão clara como nesse poema. Ele sempre teve a tendência de megalomania, mas dessa vez, ele passou dos limites”. A embaixada israelense em Berlim fez a declaração:  “O que deve ser dito de verdade é que acusar judeus de assassinatos rituais é uma acusação européia antiga. O que levou Grass a escrever seu poema é seu passado nazista e seu antissemitismo atual”.

Grass, maior figura da literatura alemã moderna e considerado o maior dramaturgo alemão vivo,  em 1999, ganhou o  prêmio Nobel de literatura. A comissão organizadora do prêmio escreveu: “Quando Günter Grass publicou seu romance  “O Tambor”, em 1959, garantiu novo renascimento para a literatura alemã, após décadas de falência moral e lingüística”.

Apesar disso, para os sionistas, desde o poema, Grass não passa de megalomaníaco e antissemita.

Felizmente, os que ainda tem espírito vivo, livre e crítico,  não concordam com as alegações sionistas.

Pesquisas de opinião pública mostram que 70 a 80% dos entrevistados na Alemanha concordam com as críticas de Grass feitas em relação à praxe belicosa israelense e sua ameaça .

O jornal israelense Yedioth Ahronot, em 18/04/2012, mencionou uma pesquisa que mostra que 60% dos entrevistados afirmam que as críticas feitas por Grass são indiscutivelmente verdadeiras; 27% consideram as críticas discutíveis e apenas 8% as consideram perigosas .

A reação dos políticos israelenses foi mais cínica e mais histérica. O primeiro ministro Benjamin Netaniahu considerou as declarações de Grass “ignorantes e vergonhosas” e disse que “o dever de cada pessoa honesta no mundo é condená-las”.

Entre  esse tipo de pessoas “honestas” de Netaniahu destaca-se Eli Yeshai, ministro do interior, que declarou Grass “persona non grata” em Israel e enfatizou que as palavras do escritor derivam do antissemitismo.

Yeshai é o chefe político do partido Shas, da extrema direita religiosa de Israel, partido que é contra a desocupação de qualquer  centímetro quadrado dos territórios palestinos e sírio ocupados, porque para ele, essas áreas fazem parte da Grande Israel, “Eretz Israel”, de propriedade judaica exclusiva.

O fundador do partido e seu guia espiritual é o rabino Ovadia Yosef, famoso por seu “anti-goysmo” e suas declarações racistas.  Prega  Ovadia que “os árabes são cobras e seres que Deus se arrependeu de criá-los. Não podemos ter misericórdia com eles, devemos atacá-los com mísseis e exterminá-los porque são satânicos ” 

As afirmações de Ovadia em relação aos outros goym não são muito melhores. Diz, na síntese d

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Abdel Latif Hasan Abdel Latif

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