NOTÍCIAS DA ÚNICA 'DEMOCRACIA' DO ORIENTE MÉDIO

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Cada vez mais pessoas percebem que  Israel, na sua forma atual, representa risco não apenas aos palestinos e vizinhos árabes, mas para  a paz mundial.

Apesar disso, alguns no mundo ainda querem acreditar que Israel é a única democracia no Oriente Médio.

Um Estado onde a tortura dos prisioneiros políticos é prevista na lei, onde o próprio Estado pratica a discriminação contra  uma parcela significativa da sua própria população, por motivos étnicos, não é uma democracia.

Mesmo sem mencionar a política de apartheid nos territórios palestinos ocupados, onde os palestinos são massacrados, suas casas e bens destruídos, terras confiscadas, há que se verificar que a discriminação ocorre também contra os nativos palestinos, mesmo com “cidadania” do Estado judeu.

Os sionistas e os defensores de Israel sempre alegam  que os palestinos “cidadãos” de Israel participam nas eleições e têm seus representantes no parlamento, o que faria de Israel uma democracia.

De fato, há eleições em Israel, na qual os palestinos que tem a “cidadania” israelense, ou seja, habitantes dos territórios de 1948, participam do processo eleitoral.  

Isso, por si só, não significa democracia. Os negros americanos também poderiam participar do processo político, mas não havia democracia para eles.

A questão eleitoral é usada por Israel para encobrir a realidade racista do Estado.  Exemplo da postura racista de Israel é a questão do direito  de reunião familiar, aplicado universalmente, menos em Israel, quando se trata de goy.   Se um palestino dentro de Israel, mesmo que membro do parlamento, se casar com uma palestina dos territórios ocupados ou mesmo refugiada em outros países, ou mesmo árabe de outros países,  ele não terá o direito de viver com a esposa dentro de Israel.  Ou abandona a esposa, ou o país. O motivo: é palestino. Ao mesmo tempo, qualquer judeu, em qualquer lugar do mundo, tem a garantia  de poder imigrar para Israel com sua esposa, de qualquer lugar, e de imediato obter a cidadania e privilégios,  que os nativos palestinos não tem.

Israel não é uma democracia, não é para “demos”, povo e sim, apenas para os judeus. É judeocracia!
Um membro árabe  do parlamento israelense resumiu o dilema da “democracia”  israelense:  “levem sua ´democracia´ embora e devolvam nossa pátria!”

É de esperar que uma sociedade colonialista tenha todas as anomalias do colonialismo. Mas em nenhum lugar do mundo, nem mesmo no apartheid do África do Sul, a violação aos direitos humanos básicos e universais, o desrespeito pela vida, a discriminação e racismo se transformaram em alicerce e fundamento de um Estado, como ocorre em Israel. Aos judeus, tudo; aos goym, nada!
Os relatos sobre os crimes que Israel comete contra os palestinos são rotineiros.

Citam-se apenas cinco notícias publicadas nos jornais israelenses, em 19 de feveiro último:

1ª  Notícia:  “ Por que não deixá-los morrer”?

Adnan Khader é um palestino preso em Israel  há vários meses, sem  haver acusação e sem julgamento.

Centenas de presos políticos palestinos encontram-se atualmente na mesma situação, chamada “detenção administrativa”.

“Detenção administrativa”  é um instrumento usado por autoridades israelenses,  contra os palestinos, possibilitando  aprisioná-los, por tempo indeterminado, sem haver acusação formal e sem julgamento.  Os prisioneiros ficam incomunicáveis, sem visitas de familiares e tampouco de advogados.

Israel é o único país do mundo que usa essa medida kafkaniana.

Adnan começou uma greve de fome em dezembro de 2011, protestando contra essa medida. Passaram-se mais de dois meses e ele corre sério risco de morte.

Comentando o caso, o jornal israelense “ISRAEL HAYOM” publicou um artigo de Dan Mrgalit, em 19/2/12. Para o autor, a greve de fome é apenas mais uma tentativa dos palestinos para criar situações embaraçosas para Israel.

Segundo Mrgalit,  não há nenhuma pessoa decente em Israel, que se sinta confortável com o fato de que há quase 400 palestinos detidos “administrativamente”,

Mas a decência alegada do jornalista judeu não vai longe. Poucas linhas após questionar a prisão injusta dos palestinos, ele escreve: “A ex-primeira ministra Margareth Tachter deixava os ‘terroristas’ irlandeses se matarem com greve de fome nas prisões britânicas. Israel não tem mulher de aço como Tachter e por isso, para o bem de Israel, as autoridades carcerárias devem alimentar o palestino à força, evitando uma morte desnecessária”.

A injustiça cometida contra os palestinos, goym,  não conta para o jornalista judeu. A violação diária dos direitos dos palestinos conta menos ainda. São goym. O que importa para ele é a imagem de Israel.

2ª Notícia:  “Como matar um palestino?”
No mesmo 19/2/2012, o jornal israelense Haaretz publicou a história de um palestino ferido em um acidente de trânsito em Israel, em 2008.

Segundo o jornal, o palestino Omar Abu Jariban ficou seriamente ferido em acidente de trânsito dentro de Israel. Foi levado a um hospital israelense em estado grave; em seguida, foi liberado, no mesmo estado crítico, inconsciente e com os cateteres para administração de medicamentos. Foi liberado para ser levado para a prisão.  As autoridades carcerárias decidiram se livrar do paciente, alegando que ele não tinha identificação.

O jornal narra que,  mesmo sem ter identificado o paciente, as autoridades israelenses afirmaram, na época, que Omar não tinha autorização para entrar em Israel

Abdel Latif Hasan Abdel Latif