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O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, apoiou nesta terça-feira o envio à Síria de uma missão conjunta da Liga Árabe e da ONU, mas reconheceu que as divisões no Conselho de Segurança e a situação no país impediriam a realização da missão.
"Somos favoráveis às ideias propostas pela Liga Árabe para a Síria, mas é importante que as condições no local melhorem", afirmou Patriota em encontro com a imprensa após discurso realizado na sede da ONU em Nova York.
O chanceler participou de um debate nesta terça-feira sobre as implicações do conceito de responsabilidade de proteger. Patriota disse que conversou com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi, e que transmitiu a ele o respaldo do Brasil aos planos da organização.
"Al Arabi quer que a ONU e a Liga Árabe tenham uma presença conjunta na Síria e nós apoiamos todos os esforços para que isso seja possível", disse o ministro, quem acrescentou que o Brasil defende há meses a ideia das Nações Unidas nomear um enviado para a Síria.
Patriota disse que um enviado especial ajudaria a melhorar as condições no local para abrir caminho para que uma força de paz se tornasse realidade. Por isso, o chanceler disse que espera que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, eleja com rapidez quem deve ocupar esse cargo.
"Pedimos ao secretário-geral que escolha um nome urgentemente para que se inicie um processo que primeiro detenha a violência e depois crie condições para uma mudança política", explicou o ministro, que aplaudiu o trabalho da Liga Árabe pois a organização permitiu um maior consenso na ONU sobre a questão Síria.
Patriota, no entanto, reconheceu que o Conselho de Segurança, órgão responsável por dar o sinal verde para um possível sinal verde para uma missão no país árabe, está divido sobre a questão.
O Brasil foi um dos 137 países que na quinta-feira passada votou a favor de uma resolução de condenação do regime sírio de Bashar al Assad na Assembleia Geral da ONU.
Em outubro do ano passado, no entanto, o Brasil se absteve quando o Conselho de Segurança votou uma resolução de condenação apresentada pelos países da União Europeia que Rússia e China acabaram vetando.
Além disso, o ministro brasileiro defendeu no debate realizado nesta terça-feira na ONU sobre a "responsabilidade de proteger" que "a intervenção militar deve ser o último recurso" em qualquer conflito. "A comunidade internacional deve exercer sua responsabilidade de proteger os civis sem criar uma instabilidade maior do que a que pretende eliminar", explicou Patriota.
Mais de trinta delegações de estados-membros e diversas ONG's participaram do encontro na sede da ONU. O ministro voltará para o Brasil nesta quarta-feira.
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