AS LÁGRIMAS DE GAZA - Por Abdel Latif

Receita de AS LÁGRIMAS DE GAZA - Por Abdel Latif

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As lágrimas de Gaza é um documentário produzido pela atriz norueguesa VIBEKE LOKKEBERG, sobre os crimes cometidos por Israel contra a população palestina, civis, principalmente crianças, durante os ataques israelenses a Gaza em 2008 e 2009.

Durante o massacre sionista em Gaza, há três anos, mais de mil e quatrocentos palestinos foram mortos, a massiva maioria civis, crianças e mulheres; milhares de casas e prédios foram destruídos. Sem ter para onde ir, confinada, a população foi brutalmente atacada pelas forças de ocupação israelense, que destruiu casas, templos, escolas e até instalações da ONU.

Israel foi acusado de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade, por várias organizações internacionais.  As imagens das crianças palestinas massacradas pelo exército israelense chocaram o mundo, inclusive a diretora do filme.

Disse Vibeke: “Após assistir imagens de uma criança palestina, que perdeu toda a sua família em um ataque israelense contra sua casa, decidi produzir um documentários sobre Gaza.  Israel me  impediu, da mesma forma que fez com os muitos outros jornalistas, de entrar na região, por isso usei material filmado e arquivado por jornalistas palestinos locais”.

Segundo ela, o filme não é apenas sobre o sofrimento das crianças e mães palestinas, mas principalmente sobre a capacidade incrível dessa população de resistir à matança e não perder a esperança.

O filme causou uma resposta sionista imediata. A diretora foi acusada de anti-semitismo e o lobby sionista  tentou impedir a exibição do filme na Europa.

O sionista racista,  falso humanista, judeu da França, Bernard Levy, classificou o filme como “pura propaganda, porque ao transformar Israel em algo satânico, promove a guerra e não a paz”.

Outro sionista, Lars Adaktusson, advertiu que produzir filmes com a intenção de aumentar o ódio contra Israel tem grande responsabilidade, assim como exibi-los e declarou em tom de ameaça que esses filmes não devem ser exibidos no mundo.

Apesar disso, o filme recebeu vários prêmios e foi exibido por várias estações de televisão em muitos países europeus.

A escritora sueca Maria Parium Larshon caracterizou o filme como uma película que toca profundamente a alma humana e prova a veracidade dos relatórios dos organismos internacionais sobre os crimes de Israel em Gaza.

O produtor Anthony Frank escreveu que o filme mostra a realidade nua e a guerra. “Devemos assisti-lo para descobrir o efeito da guerra não apenas nos corpos das crianças, mas sobretudo em suas mentes”.

Souzan Londgirin, ativista de direitos humanos, declarou que “o filme é um documentário peculiar e que deve ser exibido em todos os países. Não tem como esquecer o rosto das crianças palestinas, suas palavras e suas lágrimas. Ao assistir o filme, minha grande dor se transformou em uma grande ira. Como alguém pode chamar o ataque israelense de guerra? É um ato militar, ilegal, cruel. Uma agressão contra a população civil, com intenção de  destruí-la, característica de um racismo letal, limpeza étnica e genocídio que devem cessar imediatamente”.

O filme é sobre o destino de três crianças palestinas que perderam suas famílias durante o massacre israelense. È um filme sobre a vida real de um povo que luta contra o racismo, opressão e ocupação.

O filme mostra que em Gaza, as crianças palestinas, apesar da morte, sonham com a vida e apesar do cárcere que é a ocupação, sonham com a liberdade e paz .

Israel e seus aliados devem se preocupar não com os documentários que registram seus crimes contra a humanidade, mas sim com os crimes, porque a hora de prestar contas chegará e todos os criminosos pagarão o preço justo pelos seus crimes.

Israel é capaz de destruir casas e matar crianças e mulheres, mas jamais conseguirá destruir a determinação de um povo com raízes e que luta pela sua liberdade.

Abdel Latif Hasan Abdel Latif