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Egito dá um passo em direção a democracia com lei antidiscriminação

 Imprimir Arabesq | 19/10/2011 A | A
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Tammam Daaboul
Portal Arabesq

O Conselho Supremo Egípcio das forças armadas, interino da transição no Egito emitiu um decreto que criminaliza todas as formas de discriminação por raça, origem e religião.

O Conselho anunciou em um comunicado no dia 15 a emissão da Lei n º 126 de 2011 que altera as disposições do Código Penal promulgadas pela Lei n º 58 de 1937, acrescentando artigos que alteram o título da lei incluindo a religião e a luta contra a discriminação, e aumenta as penas para crimes sectários.


Manifestante ergue uma Cruz e um Alcorão defendendo unidade e igualdade social no Egito

"A lei pune qualquer pessoa que agir ou abster-se de ação de modo a fazer uma distinção entre as pessoas ou contra um grupo de pessoas por causa de raça, origem, língua ou religião e tenha por consequências a desigualdade de oportunidades de trabalho ou falta de justiça social" , diz o comunicado.

A lei acarreta uma pena máxima de três meses de prisão e uma multa de até 100.000 libras egípcias, ou cerca de US $ 17.000 (R$ 28.000), valor muito alto para o padrão social do país.

O decreto foi uma das reivindicações de longa data do movimento popular que vem pressionando por reformas políticas e sociais após a queda do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak.

A etapa acontece uma semana depois da morte de 26 pessoas em confrontos envolvendo manifestantes da minoria cristã copta, os militares e outros. Foi o pior derramamento de sangue desde a queda de Hosni Mubarak, em fevereiro.

Segundo o jornal egípcio “Al Ahram” as investigações preliminares sobre os confrontos sangrentos na região de Maspero revelaram o envolvimento de figuras públicas, incluindo os chefes de tendências políticas e grandes empresários, que investem no agravamento da crise.

O jornal afirma que a tragédia havia sido planejada por forças que desejam criar conflitos sociais no país e derrubar a credibilidade do conselho militar. Segundo o jornal os nomes dos envolvidos serão publicados em breve.

O ocorrido não reflete uma tendência social majoritária de confronto étnico e sectário, mas sim a existência de interessados na desmoralização dos movimentos reformistas, uma conduta semelhante a aquela do governo Mubarak, que justificava a estagnação política com a necessidade por estabilidade. Isso não significa que não existam patologias sociais no Egito e em outros países árabes, que em suma são resultantes de políticas sectárias governamentais nas últimas décadas, mas significa que as proporções são muito inferiores ao pregado por negativistas, e que não são motivo para impedir as reformas democráticas no país.

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Tammam Daaboul
Presidente do Portal Arabesq

COMENTÁRIOS
 
KC 10/21/2011 12:42:28 AM
A midia é suja e podre e mentirosa mesmo. Como politica sectaria, se o propio mubarack é um ditador pro-eua, pro-israel, pro-europa que proibiu praticas islamicas e partidos islamicos ? A midia esta invertendo tudo, esconde ataque genocida da OTAN para europeus invadirem a africa a partir da libia, inventa que ditadores seculares são muçulmanos e que rebeldes islamicos são democratas. É um show de mentiras. Quem fez orquestrou toda esta revolução no egito e em v arios paises como a siria agora, é a fraternidade islamica do egito. NOTA: Esta foto é uma montagem ridicula pois o islam aceita jesus como messias mais não aceita cruz, jamais um muçulmano faria isto.Isto é mentira produzida so para uma parte do mundo.

Tammam Daaboul 10/22/2011 10:02:04 AM
Prezado KC, você acertou na mosca, "mubarack é um ditador pro-eua, pro-israel, pro-europa que proibiu praticas islâmicas e partidos islâmicos" isso que você falou é parte da política sectária, que para acontecer não é necessário que seja no privilegio a um grupo islâmico, mas simplesmente na distinção e na restrição entre grupos da sociedade em caráter étnico.

Após a queda do governo egípcio documentos encontrados no ministério do interior provaram que as agencias secretas sob comando do Mubarak haviam orquestrado a explosão de uma igreja copta no Egito no ano passado. Por que o governo faria isso? Para convencer o mundo que a estabilidade política no país, traduzida na manutenção do seu governo, é a única barreira contra os tais “radicais terroristas” que promove. A mensagem também serve pra dentro, fazendo as minorias temerem a queda do governo e suportarem o mesmo. Bom o assunto é longo, fica para um próximo artigo. Agradeço a sua participação.{position:absolute;clip:rect(480px

ronaldo a ferreira 11/1/2011 1:14:40 PM
sou a favor da democracia e dos direitos iguais entre mulheres e homens no oriente médio

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