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Primavera Árabe prova resistência após 7 meses de protestos

 Imprimir Terra | 25/07/2011 A | A
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Nessa semana, completaram-se sete meses do início das revoltas no mundo árabe. O marco é o dia 17 de dezembro, quando Bouazizi, um jovem trabalhador tunisiano, imolou-se em protesto contra o governo. Desde então, o Norte da África e o Oriente Médio se transformaram em palco de protestos constantes, levando à queda dos governos da Tunísia e do Egito. Mais recentemente, todavia, Líbia, Síria e Iêmen têm demonstrado maior resistência ante as reivindicações populares e mostram ser casos bem diferentes.

Por um lado, o impasse vivido nestes últimos países mostra os limites das suas populações, pouco unificadas, em desafiar seus respectivos governos. Por outro, a longevidade dos protestos, mesmo sem ganhos concretos, prova a força e a solidez do processo em curso. Em meio a gritos, intervenções e mortes, a Primavera Árabe do início do ano pode até perder intensidade, mas não dá sinais de que irá parar. Abaixo, um resumo dos últimos e principais acontecimentos dos países mais afetados pela onda que atinge os longevos governos da região.

Tunísia
O ápice dos protestos na Tunísia foi a virada do ano. Impulsionada e unida pela imolação e pela morte de Bouazizi, a população tunisiana foi às ruas e derrubou o presidente Zine El Abidini Ben Ali, que fugiu em 14 de janeiro. Desde então, o país vive os esforços da constituição de um novo governo, em meio a demissão e a acusação de antigos membros, como o próprio Ben Ali. Uma Assembleia Nacional Constituinte, inicialmente marcada para 24 de julho, foi adiada para outubro.

Egito
Os egípcios reagiram com rapidez à revolta tunisiana, inciando em 25 de janeiro uma onda massiva de prostos que se estendeu até 11 de fevereiro, com a renúncia do presidente Hosni Mubarak. De modo similar à Tunísia, o Egito, liderado pelos militares, passa agora pelo longo e trabalhoso processo de formação de um novo governo. Nele, a formação de uma nova Constituição tem papel chave. Mubarak (atualmente internado num hospital em Sharm el-Sheikh) e seus filhos serão julgados em agosto. As eleições legislativas, incialmente convocadas para setembro, devem realizadas ainda neste ano.

Líbia
A complexidade do conflito da Líbia reflete a longevidade do contestado líder Muammar Kadafi, no poder há mais de 40 anos. Os protestos começaram em meados de fevereiro para se transformar numa guerra civil entre os rebeldes, do leste, e forças de Kadafi, no oeste. A gravidade do conflito levou a ONU a autorizar uma intervenção internacional, liderada pela Otan, no final de março. Atualmente, a situação é de impasse, com a pressão rebelde e internacional aumentando e Kadafi dando provas de que não irá deixar o país.

Iêmen
Os protestos no Iêmen começaram no final de janeiro e enfrentam uma forte resistência do governo. Em março, a oposição tentou negociar uma transição, que passou pelo governo, mas esbarrou no presidente Saleh. Em junho, um ataque ao palácio presidencial feriu Saleh, que fogiu para a Arábia Saudita, onde permanece até hoje sob tratamento.

Síria
Os protestos do sírios tiveram o primeiro sucesso em abril, quando a lei de emergência do país, então vigente havia 48 anos, foi suspensa. Depois, todavia, os manifestantes continuaram a sofrer com a repressão oficial e iniciaram um êxodo de refugiados à vizinha Turquia. Em 11 de julho de 2011, as embaixadas americana e francesa de Damasco são atacadas; os governos de EUA e França culpam governo pelo incidente.

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