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Oposição síria se reúne pela primeira vez em Damasco

 Imprimir AP | 27/06/2011 A | A
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Cerca de 200 críticos do presidente Bashar Al Assad realizaram um encontro da oposição síria nessa segunda-feira na capital da Síria, Damasco. O encontro é o primeiro em mais de três meses de manifestações e revoltas que pedem reformas no país árabe. Alguns opositores recusaram a participação no encontro autorizado pelo governo temendo que o mesmo conceda legitimidade ao regime.

A sessão começou com o hino nacional da Síria, seguido por um minuto de silêncio em honra dos sírios mortas nos protestos.

Transição pacífica para a democracia

Os participantes, alguns deles figuras proeminentes da oposição, perseguidas há longo tempo pelo governo, garantem que embora a reunião tenha sido aprovada pelas autoridades, não há a participação de representantes do governo.

Eles disseram que o objetivo foi discutir estratégias para uma transição pacífica para a democracia.

Mas algumas figuras da oposição e ativistas, tanto dentro da Síria quanto no exterior, recusaram a participação, considerando a reunião uma manobra do governo para transmitir uma falsa impressão de que está abrindo espaço para a oposição, em vez de reprimir.

A oposição afirma que 1.400 pessoas foram mortas nos últimos três meses de protestos, a maioria delas manifestantes desarmados vítimas da repressão do governo.

"Esta reunião vai ser explorada como um disfarce para prisões, assassinatos e torturas brutais que estão ocorrendo diariamente", disse o opositor Walid Al Buni que teve o nome vetado pelo governo e não foi convidado para a reunião, segundo declarações à Associated Press.

"Ficaríamos mais felizes  se os organizadores da conferência tivessem a liberdade de convidar quem quisessem. Sendo assim, esta não é uma conferência da oposição", disse ele à AP a partir de Damasco.

Um grupo de ativistas chamado, União de Coordenação da Revolta Síria, também denunciou a conferência,  considerando-a um "truque barato" do governo.

Participações relevantes

Mas havia também alguns participantes de grande importância, como o advogado Anwar Al Buni e o bem conhecido escritor Michel Kilo, ambos ativistas pró-democracia que passaram anos como prisioneiros políticos. Outro participante, o escritor e ativista Louay Hussein, disse que as autoridades sírias foram informadas da reunião e não a impediram.

A divisão demonstrou a natureza fragmentada da oposição síria, que tem sido silenciada há décadas pelo regime autocrático em Damasco, levando muitos opositores ao exílio.
As Reuniões da oposição têm sido organizadas até agora em países estrangeiros, principalmente na Turquia, pelos exilados que vivem no Ocidente ou em outras partes do Oriente Médio e não têm seguidores significativos dentro do país.


A mudança deve vir de dentro

A maioria da oposição síria defende que as mudanças no país têm que ocorrer internamente, sem a participação de países externos  e principalmente sem qualquer interferência militar a exemplo da Líbia. Mas há correntes opositoras com opiniões diversas que defendem até a intervenção armada para salvar a população síria de um possível massacre.

Em um discurso televisionado nacionalmente em 20 de junho, Al Assad afirmou que está formando um comitê para estudar as emendas constitucionais, incluindo uma que abriria o caminho para o multipartidarismo, tirando o monopólio do partido Baath. Assad também anunciou um pacote de reformas a ser implementado até o final do ano.

Dois dias depois, seu ministro das Relações Exteriores, Walid Moallem, chamou os opositores para conversações políticas. "Quem quer testar nossa seriedade deve vir para o diálogo nacional para ser um parceiro na construção do futuro", disse ele.

Mas alguns dissidentes proeminentes rejeitáramos anúncios governamentais, defendendo que medidas de reformas anunciadas anteriormente por Assad não produziram nenhuma mudança prática, como a extinção das leis de emergência.

O regime nega a contagem de mortos defendida ela oposição e diz que as forças de segurança do governo também tem sido vítimas de “milicianos armados”, a serviço de uma conspiração internacional, que seriam os responsáveis pelas mortes em ambos os lados. Porta-voz militar da Síria, o major-general Riad Haddad, disse no domingo que 300 soldados e 47 policiais foram mortos nos fatos.

A União Europeia e os EUA, condenaram a sangrenta repressão, impuseram sanções econômicas a Bashar al-Assad e a outros membros da liderança de Damasco.

O Al regime Assad foi condenado também na segunda-feira na cidade iraquiana de Sulaimaniyah, onde cerca de 200 curdos e outros membros sírios exilados da oposição se reuniram para pedir a intervenção militar internacional na vizinha Síria, como a intervenção da OTAN na Líbia.

A minoria curda na Síria há muito tem enfrentado discriminação nas mãos da liderança do país. Muitos membros curdos de grupos de oposição sírios vivem na região autônoma curda do norte do Iraque.

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COMENTÁRIOS
 
mozes jacob 6/30/2011 1:00:39 PM
Já é a hora de mudanças políticas no Oriente Médio, ditaduras implantadas pelos governos ocidentais no início do século XX, com objetivo de facilitar o domínio do pós I Guerra e queda do Império Otomano, chegou ao fim, já é a hora do povo tomar o curso das decisões de seus países e finalizar a ditadura que duram décadas de atraso e sofrimento ao Povo Sírio, já é sua hora Dr. Bashar, a vitória foi do Povo, seu regime acabou.

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