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Dois manifestantes morrem e dezenas ficam feridos no Iêmen

 Imprimir Reuters | 03/04/2011 A | A
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Dois iemenitas morreram e dezenas de manifestantes foram feridos no domingo quando a polícia usou munição de verdade, gás lacrimogêneo e cassetetes na tentativa de dispersar os protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh, que exigiu o fim das semanas de agitação. Os dois mortos estavam entre as cerca de dez pessoas que foram atingidas por balas durante os confrontos em Taiz, ao sul da capital, mas a maioria dos feridos reclamava dos efeitos do gás lacrimogêneo, disse um médico, colocando o número de feridos em 100.

"Estamos cercados por veículos blindados e tanques. Eles passaram três horas lançando gás lacrimogêneo e atirando (para o alto), numa tentativa de acabar com o protesto", disse o ativista Bushra al-Maqtari. Os protestos inspirados pelas revoltas no Egito e na Tunísia deixaram o governo de Saleh à beira do colapso. Mas o presidente, um sobrevivente perene, pediu no domingo o fim da violência, sinalizando que não tem a intenção de renunciar em breve.

"Apelamos à coalizão de oposição para que ponha um fim à crise, acabando com os protestos pacíficos, bloqueios às estradas e aos assassinatos, e eles deveriam acabar com o estado de rebelião em algumas unidades militares", Saleh disse aos partidários da província de Taiz, que o visitaram. "Estamos prontos para discutir a transferência de poder, mas de forma pacífica e constitucional", ele disse, enquanto os manifestantes gritavam, "Chega de concessões a partir de hoje."

Seu partido também disse que não havia recebido da oposição uma proposta de plano de transição que prevê que Saleh entregue o poder ao vice-presidente, enquanto medidas são tomadas para a criação de um governo de unidade nacional e a convocação de novas eleições. "Não temos isso ainda", disse um funcionário.

Os EUA falaram abertamente sobre a sua preocupação sobre quem poderia suceder Saleh, um homem visto como um aliado que os ajudou a conter um braço do grupo Al Qaeda, baseado na Península Árabe. Saleh, no poder há 32 anos, já disse que estaria disposto a renunciar daqui a um ano, depois das eleições presidenciais e parlamentares, e que uma saída repentina pode levar ao caos. No sábado, ele agradeceu o apoio de milhares de partidários que se reuniram perto do palácio presidencial para apoiar a Constituição.

A morte de 52 manifestantes, aparentemente por atiradores de elite do governo em dia 18 de março, levou a uma série de deserções entre diplomatas, líderes tribais e principais generais, o que fez Saleh alertar contra um golpe que, segundo ele, pode levar à uma guerra civil.
Pelo menos 82 pessoas morreram até agora durante os protestos.

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