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Forças de Kadafi atacam cidade rebelde no oeste da Líbia

 Imprimir Reuters | 09/03/2011 A | A
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O primeiro-ministro do Egito, Essam Sharaf, compareceu à sede do Conselho Supremo das Forças Armadas do país para participar de uma reunião com um representante do governo líbio, informou nesta quarta-feira a rede de televisão Al Jazeera. A emissora disse que o enviado líbio, um alto oficial das Forças Armadas, chegou em um avião privado que aterrissou na capital egípcia após ter decolado na manhã de hoje em Trípoli.

Um porta-voz da junta militar que governa o Egito não confirmou à Agência Efe se a aeronave havia aterrissado no Cairo e se, como sustenta a Al Jazeera, participará da reunião mencionada o marechal Hussein Tantawi, chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas. Segundo a emissora, o representante líbio que chegou ao Cairo é o general Abdel Rahman Ben Ali al Sayyid al Zawy, chefe da Autoridade de Provisões e Logística.

Ainda não se sabe qual é a missão específica do general líbio e o destino dos outros dois aviões particulares da família do líder Muammar Kadafi que também decolaram hoje em Trípoli e que, de acordo com a "Al Jazeera", tinham como destino a cidade do Cairo, após várias mudanças em seu plano de voo.

Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi
Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.

Os relatos vindos do país não são precisos, mas a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que aeronáutica líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido. Muitas dezenas de milhares já deixaram o país.

Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte. Desde então, as aparições televisivas do líder líbio têm sido frequentes, variando de mensagens em que fala do amor da população até discursos em que promete vazar os olhos da oposição.

Não apenas o clamor das ruas, mas também a pressão política cresce contra o coronel. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade. Mais recentemente, o Tribunal Penal Internacional iniciou investigações sobre as ações de Kadafi, contra quem também a Interpol emitiu um alerta internacional.

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