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Presidente tunisiano propõe saída de ministros; premiê fica

 Imprimir EFE | 26/01/2011 A | A
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O presidente interino da Tunísia, Fouad Mebazaa, propôs nesta quarta-feira às forças de oposição um novo Governo de transição sem ministros do antigo regime em postos chaves, embora mantendo o primeiro-ministro, Mohamed Ghannouchi, à frente do Executivo, indicaram à agência EFE fontes próximas às negociações.

As principais forças opositoras do país pediram a Mebazaa que retarde até esta quinta-feira o anúncio do novo governo para analisar essa última proposta.

A proposta do presidente é tirar do Governo de transição ministros de peso nomeados pelo deposto Ben Ali, como o do Interior, Ahmed Fria, o de Exteriores, Kamel Morjane, o de Defesa, Rida Grira, embora queira manter dois ministros do regime anterior à frente dos departamentos de Indústria e Cooperação Internacional.

Igualmente, Mohamed Ghannouchi - premiê durante o período de Ben Ali e cuja saída do Governo reivindicam há dias milhares de manifestantes em todo o país - permanece à frente do Gabinete.

As fontes citadas indicaram à Agência Efe que a oposição continua negociando a criação de um "comitê de especialistas", denominado "Conselho Superior de Defesa da Revolução", situado acima do Governo e que se encarregaria de pilotar a transição até a convocação de eleições livres.

Entre os nomes para presidir esse Conselho figura o de Ahmed Mestiri, uma personalidade de considerável prestígio entre a elite política do país e que não suscitaria a rejeição popular.

Mestiri, de 85 anos, mas em plenas faculdades políticas, foi ministro durante o regime do primeiro presidente da Tunísia, Habib Bourguiba, mas abandonou o partido no poder então, o Neo Destour, em desacordo com seu autoritarismo.

Apesar do porta-voz do Governo de transição, Tayyip Bacuch, anunciou na terça-feira que a "nova composição" do contestado Governo de transição do país seria anunciado nesta quarta-feira, mas as fontes consideram que a comunicação deverá ocorrer nesta quarta-feira para dar tempo às negociações em curso.

Enquanto isso, as manifestações que exigem a saída do Executivo de todos os ministros do antigo regime, incluindo Ghannouchi, continuaram nesta quarta em todo o país.

Na cidade de Sfax, a segunda de Tunísia e considerada a capital industrial e econômica, que atualmente vive dia em greve geral, cerca de 40 mil pessoas se manifestaram pedindo a renúncia do Governo em plenário.

Momento histórico
A Tunísia começou a viver um forte turbulência social desde meados de dezembro, quando jovens e estudantes iniciaram protestos contra os altos índices de desemprego na ruas da capital Túnis. As manifestações logo tomaram vulto e assumiram uma conotação política, criticando a falta de liberdade política no país.

O governo se viu obrigado a agir. Em meio a pedidos de calma à população, o então presidente Ben Ali anunciou o fechamento de universidades e escolas, enquanto o Exército saía às ruas para frear as manifestações. Passaram a haver confrontos regulares, gerando um número ainda incerto de mortos, mas que já passou de 70, segundo dados do governo.

As medidas não foram suficientes, e Ben Ali se viu obrigado a deixar a Tunísia no dia 14 de janeiro, passando o controle do país para o Exército e o comando interino do governo para o primeiro-ministro, Mohammed Ghannouchi. Com a fuga, encerra-se um longo período de governo, iniciado em 1987 e durante o qual Ben Ali se reelegeu diversas vezes.

Sem a presença do ex-ditator, a Tunísia começa a caminhar na direção de um novo cenário político. Na segunda-feira, 16 de janeiro, o comando interino tunisiano convocou a formação de um governo de união nacional para funcionar durante o período transitório até as próximas eleições, convocadas para dentro de seis meses. Presos políticos também receberam anistia, e todos os partidos políticos serão

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