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Países árabes pedem que EUA investiguem denúncias feitas por Wikileaks

 Imprimir BBC Brasil | 25/10/2010 A | A
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Wikileaks sugere que EUA ignoram denúncias de abusos no Iraque

O Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, grupo que inclui seis países árabes, pediu aos Estados Unidos que investiguem detalhes de supostos abusos que teriam sido cometidos contra os direitos humanos no Iraque veiculados no site especializado em vazamento de informações Wikileaks.

Os documentos do site sugerem que as Forças Armadas americanas ignoraram casos de tortura praticada pelas tropas iraquianas, além de se omitir de "centenas" de mortos de civis em postos de controle.

Em um comunicado, o secretário-geral do grupo, Abdulrahman al-Attiyah, disse que os EUA são responsáveis pelas supostas torturas e assassinatos.

O conselho é formado pela Arábia Saudita, Kuwait, Oman, Catar, Bahrein e Emirados Árabes.

O Pentágono disse que não tem intenção de reinvestigar os abusos.

O material divulgado pelo Wikileaks - considerado o maior vazamento de documentos secretos da história - comprova que os Estados Unidos mantiveram registros de mortes de civis, embora já tenham negado esta prática.

Ao todo, foram divulgados registros de 109 mil mortes, das quais 66.081 teriam sido civis.

No fim de semana, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, acusou o site de tentar sabotar suas chances de reeleição e criticou o que chamou de "interesses políticos por trás da campanha midiática que tenta usar os documentos contra líderes nacionais".

Maliki, representante da etnia xiita, tenta se manter no poder depois das eleições parlamentares ocorridas em março, no qual nenhum partido obteve maioria. As negociações entre as diversas facções para formar uma coalizão prosseguem.

Seus oponentes sunitas dizem que os papeis divulgados pelo Wikileaks destacam a necessidade de estabelecer um governo de coalizão, em vez de concentrar todo o poder nas mãos de al-Maliki.

Tortura

Muitos dos 391.831 relatórios Sigact (abreviação de significant actions, ou ações significativas, em inglês) do Exército americano aparentemente descrevem episódios de tortura de presos iraquianos por autoridades do Iraque.

Em alguns deles, teriam sido usados choques elétricos e furadeiras. Também há relatos de execuções sumárias.

Os documentos indicam que autoridades americanas sabiam que estas práticas vinham acontecendo, mas preferiram não investigar os casos.

O porta-voz do Pentágono Geoff Morrell disse à BBC que, caso abusos de tropas iraquianas fossem testemunhados ou relatados aos americanos, os militares eram instruídos a informar seus comandantes.

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COMENTÁRIOS
 
Edmundo 10/26/2010 11:27:18 AM
O maior crime cometido contra a humanidade no seculo XXI, foi a invasão do Iraque pelos americanos. Hoje o cidadão Iraquiano não está mais seguro, não esta mais livre e muito menos com esperanças. Enquanto isto, o maior terrorista do seculo XXI, esta livre, leve e solto, não no Afeganistão, mas sim nos Estado Unidos, pois o nome dele é George W. Bush.

celso pinheiro 10/28/2010 4:53:26 PM
os paises arabe, não podem deixar passar, muito tempo, tem ter justica, prostetar que estes monstro americanos sejam jugados em tribunal militar, para que o mundo respeita o ser humano, que sirva de lição para não acontecer mais, pois todos nós somos seres humanos iguais.

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