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Obama sobe o tom e estende sanções contra a Síria

 Imprimir Arabesq | 04/05/2010 A | A
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A Casa Branca estendeu ontem por um ano as sanções contra a Síria, acusando Damasco de apoiar ‘organizações terroristas’ e de perseguir ‘armas de destruição em massa e programas de mísseis balísticos’.

Esta renovação das sanções contra a Síria, que o presidente americano, Barack Obama, emite mediante ordem executiva em uma notificação ao Congresso, é um procedimento rotineiro que se repete a cada ano por exigência do braço legislador.

Em sua ordem, Obama indica que, embora o Governo da Síria registre progressos na hora de impedir a entrada de combatentes estrangeiros em território iraquiano, "suas ações e políticas, incluindo o apoio contínuo a organizações terroristas, sua estratégia de perseguir armas de destruição em massa e programas de mísseis, seguem sendo uma ameaça incomum e extraordinária para a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos".

Obama disse que Washington "avaliará mudanças nas políticas e ações do Governo da Síria na hora de determinar se continua ou termina as sanções no futuro" e "avaliará progressos por parte de Damasco nestes assuntos".

As sanções foram impostas pela primeira vez em 2004 pelo presidente por considerar à Síria um Estado patrocinador do terrorismo. As medidas foram estendidas em 2006 e endurecidas no ano seguinte, assim como em 2008, tudo sob o mandato do ex-presidente George W. Bush.

A renovação das sanções acontece no momento em que o Governo americano inicia um diálogo diplomático direto com Damasco através do embaixador nomeado para a Síria, Robert Ford, que deve ir ao país, se o Senado dos EUA confirmar sua nomeação.

Washington não destina um embaixador à Síria desde 2005, quando o Governo anterior retirou à então encarregada da delegação diplomata diplomática em Damasco, Margaret Scobey, em protesto pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri.

No dia 19 de abril os EUA citaram o número dois da embaixada síria, Zouheir Jabbour, ao Departamento de Estado para se queixar do "comportamento provocativo" de Damasco com relação à suposta transferência de armas ao grupo xiita libanês Hisbolá.

Uma semana antes, o presidente israelense, Shimon Peres, disse em Paris, onde se encontrava em visita oficial, que a Síria tinha facilitado mísseis Scud a este grupo terrorista.

Damasco negou as acusações. O chanceler Sírio Walid al-Moalem alertou os Estados Unidos dos perigos de assumirem as alegações israelenses, e retornou as acusações afirmando que os Estados Unidos colaboram para a desestabilização da região ao fornecer armas avançadas a Israel.

Moalem estranhou a escalada das pressões dos Estados Unidos em um momento em que “o mundo reconhece o trabalho positivo da Síria pela segurança e a estabilidade da região. A opinião pública ainda lembra as invenções americanas antes da guerra sobre o Iraque, parece que a atual administração dos EUA tenta repetir o mesmo cenário”

Com EFE e alArabesq

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