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Chávez: Estamos contra o Estado genocida de Israel

 Imprimir Arabesq | 28/11/2009 A | A
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Hugo Chávez, garantiu seu pleno apoio à criação de um Estado palestino ao receber hoje em Caracas o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, com honras de chefe de Estado e saudando-o com um "Viva Palestina"; e acusou Israel de querer "eliminar o povo palestino" e disse que apoia o estabelecimento de Jerusalém como a capital de um Estado palestino independente.

"Damos as boas-vindas, presidente, irmão", disse Chávez, que cumprimentou o "heroico povo palestino" e ressaltou que "a revolução bolivariana, desde o primeiro dia, se pôs ao lado do povo palestino, de seu memorável luta contra o império ianque, seus lacaios, o Estado genocida de Israel, que atropela, que mata".

"Nós... estamos do lado da luta memorável do povo palestino... contra o Estado genocida de Israel, que derruba, mata e quer eliminar o povo palestino"

"Nós reiteramos... nosso maior compromisso e nossa maior solidariedade ... para a criação de um Estado palestino independente com a cidade sagrada de Jerusalém como sua capital."

"Viva Palestina, que viva o Estado palestino", falou o presidente venezuelano na cerimônia de recepção a Abbas no Palácio de Miraflores, sede do Governo venezuelano.

"Ratificamos mais uma vez nosso maior compromisso com a luta palestina, pela reivindicação dos direitos do povo palestino, pela criação do Estado palestino, com essa cidade sagrada Jerusalém como seu capital", destacou Chávez.

Abbas, que faz a primeira visita oficial à Venezuela de um presidente da ANP, passou em revista junto à guarda de honra, ao lado com Chávez, após a execução dos respectivos hinos.

"Não vamos esquecer esses momentos. Sentimos que estamos em nossa segunda pátria porque tudo o que escutamos e vemos nos deixa contente e tranquiliza nossos corações e mentes", afirmou o líder palestino, que agradeceu a Chávez por trabalhar a favor de "um Estado palestino com Jerusalém como capital".

Após o ato, ambos os dirigentes iniciaram uma reunião a portas fechadas que deve ser seguida de um comparecimento conjunto e a possível assinatura de um convênio de cooperação, segundo fontes da imprensa estatal venezuelana.

O presidente da ANP, que chegou na madrugada de hoje a Caracas dentro de uma viagem pela América do Sul na qual passou inclusive pelo Brasil, esteve de manhã em uma sessão especial da Assembleia Nacional da Venezuela, onde fez um discurso em defesa da criação de um Estado palestino e do direito à autodeterminação de seu povo.

Em sua fala, Abbas afirmou que a viagem feita nesta semana e que conclui com sua visita à Venezuela tem como objetivo promover a independência para "chegar à instituição de nossa pátria palestina livre".

Além de Brasil e Venezuela, o líder palestino visitou Argentina, Chile e Paraguai como parte desta viagem em busca de apoio ao reconhecimento por parte da ONU de um Estado palestino dentro das fronteiras estipuladas em 1967.

Israel e a paz

Diante dos parlamentares venezuelanos, o presidente da ANP sustentou que a organização apoia "a ideia dos Estados", o israelense e do palestino, convivendo em igualdade de condições e em paz.

"Israel simplesmente não quer a paz" porque, argumentou Abbas, impede a existência do Estado palestino e promove a expansão de seus assentamentos em territórios "historicamente palestinos".

O dirigente palestino recebeu o ferrenho apoio da presidente da Assembleia, a deputada governista Cilia Flores, a qual reiterou que "o povo e o Governo" da Venezuela exigem o fim da "agressão contra o povo palestino".

"O povo palestino não está só, está acompanhado pelo povo da Venezuela, da América Latina e do mundo", acrescentou Flores.

Abbas, que deve concluir amanhã sua passagem pela Venezuela, iniciou sua visita oficial com uma oferenda de flores diante do túmulo do herói independentista sul-americano Simón Bolívar no Panteão Nacional, em Caracas.

Desde sua chegada à Presidência venezuelana, há mais de dez anos, Chávez expressou repetidamente seu total apoio à causa palestina, chegando ao ponto de romper as relações com Israel.

Em janeiro, a Venezuela expulsou a representação diplomática israelense em Caracas após denunciar o "massacre" perpetrado por forças militares israelenses na Faixa de Gaza durante a operação "Chumbo Fundido", na qual morreram mais de 1.400 pessoas, muitas delas civis.

Pouco depois, como medida de reciprocidade, Israel expulsou o corpo diplomático venezuelano credenciado em Tel Aviv, assim como a representação diplomática do país latino-americano perante a ANP.

Em abril, a ANP abriu um escritório de representação diplomática na capital da Venezuela, país no qual a comunidade palestina residente não passa de mil pessoas, muitos procedentes de aldeias próximas a Jerusalém ou antigos refugiados da primeira guerra Árabe-israelense (1948-1949). O presidente venezuelano declarou sua intenção de elevar a representação diplomática do país americano nos territórios palestinos ocupados para o nível de embaixada.

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