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Barak ameaça o Líbano e aplaca a Síria

 Imprimir Arabesq | 25/11/2009 A | A
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Ehud Barak, ministro da Defesa israelense, ameaçou o governo do Líbano de que todos os serviços de segurança libaneses vão arcar com as conseqüências de um conflito militar que poderia ocorrer entre Israel e o Hezbollah no futuro.

"Não aceitaremos uma realidade na qual um Estado-Membro da ONU contenha uma milícia que possua 40 mil foguetes, membros no Parlamento e ministros." Afirmou Barak durante uma reunião com autoridades no norte de Israel nessa terça-feira.

"O governo do Líbano será responsável por qualquer conflito, não o Hezbollah, e todos os serviços de segurança libaneses sofrerão as conseqüências”, afirmou.

“O Hezbollah entrou na guerra em 2006 com 14 mil foguetes e mísseis com alcance até o norte de Tel Aviv, e alguns deles até mais longe que isso. Hoje ele tem mais de 40 mil foguetes com ogivas maiores... A resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que determinou o fim da segunda guerra do Líbano não conseguiu parar o armamento do Hezbollah” continuou o ministro israelense.

Barak afirmou que há coordenação entre a resistência libanesa e o Irã, havendo tentativas para quebrar o equilíbrio no solo e no céu do Líbano, e “se chegarmos à conclusão de que eles foram bem sucedidos em quebrar este equilíbrio, teremos que re-examinar os nossos passos”.

As negociações com a Síria

Durante o encontro Barak sinalizou ainda a possível retomada das negociações entre Israel e a Síria.

“Israel tem interesse - a partir de uma posição de força e intimidação – de alcançar um acordo com a Síria, e tirá-la do eixo do mal (...) Temos requisições no que diz respeito à água, a medidas de segurança e a forma da normalização das relações. Temos que encontrar o caminho para tratar disso”, Afirmou Barak.

"Eu estou convencido de que o acordo (com a Síria) poderia ser alcançado através de negociações regionais, mas não podemos jogar xadrez com nós mesmos. O Presidente sírio, Bashar al-Assad, visita capitais Européias pedindo negociações publicas e indiretas, enquanto nós preferimos negociações secretas e diretas”, concluiu.

Com al-Jazeera

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