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Fortes críticas internacionais à expansão de assentamentos israelenses

 Imprimir Arabesq | 18/11/2009 A | A
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou fortemente nesta quarta a decisão do Governo de Israel de expandir o assentamento de Guiló em território palestino ocupado em Jerusalém Oriental.

"O secretário-geral reitera sua posição que os assentamentos são ilegais e pede a Israel que respeite o compromisso do Mapa de Caminho para a Paz em deter toda construção nos assentamentos, incluindo o seu crescimento natural", disse em uma breve declaração a porta-voz da ONU, Marie Okabe.

Ban considera que ações como as realizadas hoje pelo Executivo israelense "solapa os esforços para alcançar a paz e põe em dúvida a viabilidade da solução dos dois Estados" promovida pela comunidade internacional para resolver o conflito no Oriente Médio. O Comitê de Planejamento de Jerusalém aprovou nesta quarta a construção de cerca de 900 casas em Guiló, apesar das pressões para que Israel deixe de expandir seus assentamentos por serem considerados um empecilho para a paz.

As novas casas serão construídas neste bairro do sul da cidade situado ao leste da Linha Verde, fronteira aceita pela comunidade internacional entre Israel e o território palestino. Assim, a construção viola o direito internacional. As fontes municipais argumentaram que o projeto ainda precisa o sinal verde de outros organismos antes de ver a luz.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos está "consternado" com a aprovação, pelas autoridades israelenses, da construção de 900 novos condomínios em um assentamento em Jerusalém Oriental.


Segundo Gibbs, a decisão "dificulta" os esforços de paz e a negociação entre israelenses e palestinos.

Já Israel minimizou as criticas e rejeitou o pedido de seu principal aliado, EUA, para que recuasse a expansão de Guiló, decidindo pela expansão segundo revelou o diário israelense Yedioth Ahronoth em sua edição desta quarta. A exigência foi transferida pelo enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, a representantes do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em reunião após conhecer a existência do plano.

Israel considera Jerusalém sua capital "única e indivisível" e portanto se vê legitimado para construir na parte leste da cidade, de maioria árabe e que os palestinos reivindicam como capital de seu eventual futuro Estado.

A aprovação da construção de 900 novos condomínios em Gilo é a maior decisão sobre planejamento e construções desde que Netanyahu assumiu o cargo.

Os 900 condomínios, que serão formados por apartamentos de quatro e cinco quartos, representará uma expansão significativa de Gilo. A construção deve começar apenas em três ou quatro anos, depois da autorização final.

O porta-voz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarou que a aprovação do projeto das novas construções é "outro passo que demonstra e prova que Israel não está pronto para a paz".

"Esse passo arruinará cada tentativa - europeia ou americana - de preservar o processo de paz", disse Nabil Abu Redeineh. Cerca de 500 mil judeus moram em mais de cem assentamentos construídos em territórios ocupados na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Com EFE, BBC e al-jazeera

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COMENTÁRIOS
 
Edmundo 11/19/2009 11:42:21 AM
Nunca o Oeriente Médio estave tão perto da Paz como agora, porém, os radicais Judeus, estão conseguindo minar esta esperança. A fraqueza do presidente Obama é desconcertante. È só cortar a ajuda americana para o Estado Judeu e não vetar nada mais na ONU, vamos ver quem ganha esta queda de braço. Por enquanto os radicais estão ganhado por burrice do Obama

ismail ghanni 11/21/2009 12:11:18 PM
a Palestina é para nós Palestinos e os colonos que vão morar em outro lugar,de preferencia em seus paizes de origem

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