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Oposição libanesa rejeita oficialmente proposta de novo governo

 Imprimir Arabesq | 08/09/2009 A | A
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Uma delegação da oposição do Líbano comunicou oficialmente ao presidente do país Michel Suleiman que o bloco político rejeita a formação do novo governo apresentada ontem pelo primeiro-ministro encarregado Saad Hariri ao presidente do Líbano após setenta dias de consultas políticas.

A delegação, formada por representantes do Hezbollah, da Corrente Nacional Livre e do Movimento Amal, os três maiores partidos que formam o bloco da oposição do país, se reuniu com o presidente Suleiman esta manhã para expressar que considera inadequada a formação apresentada pelo Hariri, e demonstrar disposição para continuar o diálogo para assegurar que o próximo governo seja de união nacional.

Hariri foi indicado como premiê no final de junho, mas ainda não conseguiu alcançar acordo com a oposição sobre os indicados para comandar os ministérios no novo governo, mesmo assim apresentou ontem a sua proposta e aguarda uma resposta do presidente Suleiman.

A nova composição do governo apresentada pelo Hariri prevê 30 ministérios dos quais 15 seriam da coalizão da maioria parlamentar “14 de março”, 10 da oposição e 5 a serem nomeados pelo presidente do Líbano.

A oposição critica que os nomes dos que comandarão as pastas dos ministérios dedicados a ela serão indicados pela maioria parlamentar. Na disputa estão ainda as exigências do líder cristão Michel Aoun, aliado do Hezbolá, que detém mais cadeiras no parlamento do que qualquer partido cristão, e deseja uma representação no governo proporcional aos resultados eleitorais.

O presidente Michel Suleiman, que assumiu o cargo no ano passado por consenso, não deve aprovar qualquer proposta para um gabinete que não tenha apoio da oposição.

Após encontro com Suleiman, Hariri disse que deseja ver o novo governo formado antes de viajar para a Assembleia Geral da ONU no final do mês.

Hariri, líder de uma aliança que venceu a eleição parlamentar de 7 de junho, tem resistido à exigência de Aoun de manter seu genro Gebran Bassil como ministro das Telecomunicações. Aoun também quer nomear o ministro do Interior.

O gabinete proposto por Hariri nesta segunda-feira manteria Ziad Baroud como ministro do Interior e concederia o Ministério das Telecomunicações a alguém próximo do primeiro-ministro em exercício, disseram fontes políticas.

Aoun disse que a manobra de Hariri mostra que ele não quer formar um governo. "Pelo contrário, ele quer jogar com a formação do gabinete de acordo com seu humor," disse ele.

“A imposição dos ministérios e dos nomes indicados para comandá-los sobre nos (oposição) é um atentado à democracia, às tradições e ao fundamento de união nacional” afirmou um comunicado do partido de Michel Aoun.

 “O modo com o qual foi apresentado o novo governo não ameniza a crise na formação do mesmo, do contrário, a complica, [...] Mas continuaremos abertos ao diálogo” disse em discurso o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.

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