Principal > Política > Notícias
Português العربية
    Sunday, September 27, 2020
ArabesQ
Newsletter

Receba as nossas notícias por e-mail


Se agrava a crise política entre Israel e Suécia

 Imprimir Arabesq | 24/08/2009 A | A
Publicidade
Consciencia Jeans

Israel exigiu neste domingo que a Suécia condene formalmente um artigo da imprensa do país por considerá-lo "antissemita", um caso que ameaça virar crise bilateral agravada pelo fato de Estocolmo exercer a presidência semestral da União Europeia (UE).

"Não estamos pedindo que o governo sueco se desculpe, queremos dele uma condenação" ao artigo, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante o Conselho de Ministros, segundo uma fonte oficial.

Um artigo recente do tablóide sueco Aftonbladet, afirmando que o exército israelense teria encoberto um esquema de tráfico de órgãos extraídos de palestinos mortos, deixou as autoridades israelenses irritadas.

Neste domingo, o jornal retomou o assunto, mencionando o caso de um palestino da Cisjordânia morto em 1992 cuja família suspeita que o exército israelense tenha roubado seus órgãos. O Aftonbladet não aponta nenhuma prova, mas o chefe de redação explica ter autorizado a publicação da matéria neste caso porque "levanta uma série de questões pertinentes".

"A crise vai continuar até que o governo sueco mude sua atitude a respeito deste artigo antissemita. Quem não o condenar certamente não será bem-vindo em Israel", declarou o ministro israelense das Finanças, Yuval Steinitz.

"O governo sueco não pode mais se calar. Na Idade Média, judeus sofriam difamações, acusados de preparar o pão ázimo do Pessach com o sangue de crianças cristãs, e hoje os soldados do Tsahal (exército israelense) são acusados de matar palestinos para extrair seus órgãos", alegou.

A tensão diplomática vem em mau momento, já que o chefe da diplomacia sueca, Carl Bildt, tem uma visita oficial a Israel prevista dentro de dez dias. Além disso, a Suécia é a atual ocupante da presidência rotativa da UE.

"Não cabe cancelar ou adiar esta visita, mas é evidente que este desentendimento, se não for resolvido, fará com que uma sombra preocupante paire sobre as reuniões", estimou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores em Jerusalém, Ygal Palmor.

Bildt, por sua vez, disse na sexta-feira que "há uma relação de Estado a Estado muito forte entre Israel e nosso governo". Por outro lado, evocou a liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que seu ministério se distanciou das críticas feitas ao artigo pela embaixadora sueca em Israel.

A título de retaliação, o chefe do escritório de imprensa do governo israelense, Daniel Seaman, negou neste domingo credenciais a dois jornalistas do Aftonbladet até segunda ordem.

O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, chegou a comparar a postura da Suécia neste caso à política neutra que adotou durante a Segunda Guerra Mundial. "Naquela época, a Suécia também se negava a intervir" contra o genocídio nazista, ressaltou.

O jornal sueco rejeitou os ataques israelenses, e declarou que Israel ignora a questão principal ao utilizar do “anti-semitismo” para desviar as acusações.

A Frente Popular para a Libertação da Palestina pediu de organizações de direitos humanos que abrissem uma investigação "séria e imediata", sobre os relatos do jornal sueco.

"Devem ser tomados a sério os crimes e as violações repetidos por um exército racista acostumado a cometer crimes, um após o outro, sem punição ou responsabilização, embora haja abundância de evidências e provas nos vários fóruns internacionais", solicitou a frente palestina em comunicado que considera a recente prisão de uma quadrilha internacional de tráfego de órgãos e lavagem de dinheiro nos Estados Unidos, tendo entre seus membros rabinos sionistas, um indício de “forte envolvimento de Israel oficialmente no tráfego de órgãos”.

Com Afp

 Imprimir
COMENTÁRIOS
 
Claude Hajjar 8/24/2009 10:35:31 AM
Creio que já está na hora de Israel parar de subestimar a inteligencia da comunidade internacional. O mundo acordou e vai querer passar a limpo todos os exageros históricos que conduziram à criação do Estado de Israel. É uma pena que o povo judeu, com uma ética religiosa valiosa, não consiga se posicionar com firmeza contra os seus que usam da má fé por ganancia, e para fazer valer conceitos já ultrapassados como o antissemitismo. Judeus do mundo todo, deem as mãos para o povo Palestino e mostrem que com boa vontade podem fazer dois Estados Palestina e Israel,soberanos, prosperos e solidarios entre si já que ambos viveram o holocaustro.

Edmundo 8/24/2009 11:42:36 AM
O Estado judeu é o que mais comete crimes contra a humnidade e os esconde sob o pretexto do antissemitismo. Quem destruiu, o Libano por tras de uma desculpa esfarrapada, quem destruiu Gaza e ainda mantem os seus habitantes sob uma pressão desumana, quem a mais de 60 anos não aceita nenhuma resolução da ONU. Este é o estado judeu, que sempre bate e quer da uma de inocente. Chega de tanta injustiça.

FATIMA 8/25/2009 8:28:03 AM
Está na hora do mundo conhecer e saber que os judeus sepre se fazem de vítima posam de coitadinhos, para esconder a verdadeira face, que é a ganância por terras sem respeitar ninguém. O pior são as atrocidades que todos nós sabemos que fazem contra os indefesos, isto sim é covardia. Quando aparece alguém que mostre a verdade eles perseguem e se fazem de vítimas!!!! Acorda gente!!!!!!!!

E você, o que acha disso?
*Título
*E-mail
*Nome
*Comentário
*País
Enviar
* Todos os campos são necessários, o email não será exibido junto ao comentário. Não serão aprovados comentários com conteúdo indecente, racista, desrespeitoso e que não seja relacionado ao assunto comentado.
ArabesQ não se responsabiliza pelo conteudo dos comentários.
O primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, recusou se desculpar pelo o que foi publicado pelo jornal do país. O primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, recusou se desculpar pelo o que foi publicado pelo jornal do país.
Rádio Arabesq
Veja Também

+ Populares

Copyright © 2009 ArabesQ, todos os direitos reservados.