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O Radical Avigdor Lieberman começa visita ao Brasil nessa terça-feira

 Imprimir Arabesq | 20/07/2009 A | A
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Da Redação

O polemico ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, inicia amanhã uma viagem à América Latina, onde, ao passar por países como o Brasil, tentará reforçar os laços políticos e as trocas comerciais com países latinos.

A visita de Lieberman à região será a primeira de uma autoridade diplomática israelense em 22 anos. Além do Brasil, estão incluídas no roteiro passagens por Colômbia, Peru e Argentina.

"Trata-se de uma tentativa de aproximação entre Israel e a América Latina, como se fosse a primeira fase de uma nova relação", afirmou Yigal Palmor, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores israelense.

De acordo com o funcionário, Lieberman "sempre disse que gostaria ampliar os laços com a região, tanto em nível prático como em nível político".

Lieberman viaja à América Latina num momento em que Israel encontra-se particularmente desprestigiado no cenário internacional pela sua recente agressão à Faixa de Gaza, considerada criminosa por diversas organizações internacionais; e pela sua política que dificulta a criação de um estado palestino e desafia as exigências americanas para interromper a construção de assentamentos judaicos em territórios palestinos ocupados.

Após os ataques a Gaza, Venezuela e Bolívia romperam relações diplomáticas com Israel. A medida foi interpretada em círculos diplomáticos israelenses como resultado da crescente influência do Irã nesses países.

Especialistas acreditam que Israel previu a importância e a influencia que países como o Brasil alcançarão em um futuro próximo no cenário internacional. Este fato faz com que Israel buscasse aproximação para garantir o apoio das nações latinas à política israelense no Oriente Médio.

O ministro israelense visitará o Brasil, o principal parceiro comercial do Estado Hebreu na região, nos dias 21 e 22 de julho.

Lieberman e o racismo:

Avigdor Liebeman, é fundador do partido de extrema direita israelense Yisrael Beitenu conhecido pela retórica radical contra os árabes e contra a criação de um Estado palestino livre, soberano e independente. Em diversas ocasiões o chanceler israelense declarou que não acredita na coexistência entre árabes e judeus, sugerindo a “evacuação” dos árabes que vivem em territórios israelenses.

“Eu quero que o estado de Israel permaneça sionista, judeu e democrático”, afirmou Lieberman para a United Press International. “Não poderá haver coexistência pacifica (entre árabes e judeus) em um só estado nacional, não podemos viver juntos no mesmo apartamento”, acrescentou. Para os árabes esta simples constatação precede políticas mais agressivas para expulsar nativos árabes, muçulmanos e cristãos, de Israel.

Uma dessas políticas pode estar incluída na proposta do seu partido por uma lei que obriga todos os árabes israelenses a jurarem lealdade a Israel como “Estada judeu e democrática”. Do contrário seriam sujeitos a multas, prisões e até expulsão de Israel.

Em maio de 2004 Lieberman afirmou que 90% dos 1,2 milhão de cidadãos palestinos de Israel “tinham de encontrar uma nova entidade árabe para viver”, fora das fronteiras de Israel. “Aqui não é o lugar deles. Eles podem pegar suas trouxas e dar no pé!”.

O chanceler israelense também recusa aceitar o principio “terra por paz” baseado no reconhecimento do estado de Israel por todos os países árabes em troca da devolução dos territórios árabes ocupados pelo estado sionista, como prevêem as resoluções da ONU. Do contrário disso Lieberman defende a “paz pela paz” em que será mantida a atual situação político-geográfica em troca da paz, ignorando assim os direitos de nações árabes à devolução de seus territórios ocupados.

Outra declaração polemica do ministro israelense foi feita em 2008 quando afirmou que “de tempos em tempos nossos líderes (israelenses) vão para o Egito para encontrar o Mubarak (presidente do Egito, o maior aliado israelense no mundo árabe), mas ele nunca concordou em visitar aqui (Israel) oficialmente como presidente. Se ele (Mubarak) quiser falar conosco ele deve vir para Israel. Se não quiser vir, então que vá para o inferno”.

Já em 2007 Lieberman se dirigiu a um colega parlamentar árabe no Knesset israelense ameaçando: “você é um aliado de terroristas no Knesset, eu espero que o Hamas tome conta de você e de todos os outros (parlamentares árabes) de uma vez por todas. Não se preocupe, seu dia chegará”.

Em 2003 o diário israelense Haaretz informou que Lieberman defendeu que os milhares de prisioneiros palestinos detidos em Israel fossem afogados no Mar Morto, oferecendo, cinicamente, ônibus para o transporte.

Em dezembro de 2008 defendeu o uso de armas químicas e nucleares contra a Faixa de Gaza, afirmando que seria “perda de tempo usar armas convencionais. Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra”, afirmou em entrevista ao jornal israelense Haaretz.

Em junho de 2009 discursou no Knesset israelense ameaçando “transformar o Irã num aterro”, através do bombardeio do país com armas nucleares.

Com agências internacionais

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COMENTÁRIOS
 
Arnaldo Carrilho 7/20/2009 11:50:21 AM
Não precisa comentar: o cara é lombrosianamente delinqüente mesmo. Basta recordar que, desde jovem sua turma se divertia em açoitar palestinos e mexer com suas mulheres e filhas. Na Universidade, espancava colegas árabes com correntes de bicicleta, ele e sua curriola fascista.

Edmundo 7/20/2009 3:24:55 PM
Por coincidência ou não o Estado Judeu envia a America Latina um representante que é a sua cara. Este tem todas as credenciais para falar dos crimes cometidos por seu governo sem ficar ruborizado. É um tremendo cara de pau, facista, criminoso por natureza, uma besta humana. É o fiel retrado do estado judeu. Parabens.

Cacau 7/20/2009 5:01:42 PM
O sugeito é um assassino terrorista é a cara do Estado Judeu.Não poderiam enviar nada melhor para representalos. É o proprio filho do demonio.

PAULO MATOS 7/20/2009 6:04:09 PM
O livro de Marx "A questão judaica" explica mas não justifica a dificuldade israelense e de seu estado teocr´satico e medieval de seguir as modernas tendências da inegração. Agora, deixar criminosos como este andando por ai, disseminando teses nazistas, isto é um crime!

Saad Mahmmoud 7/21/2009 7:43:57 PM
Sem mais delongas com esse lixo sionista. Fora SS Liebermann.

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O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman. O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman.
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