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Iraque celebra a retirada de tropas americanas

 Imprimir Arabesq | 30/06/2009 A | A
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Milhares de iraquianos celebram nas ruas a retirada das tropas norte-americanas, apesar das medidas de segurança excepcionais para evitar que os atentados estraguem a festa.

Uma multidão juntou-se no gigantesco Parque Zawra, em Bagdad, para assistir a uma mega-festa. Numa atmosfera descontraída, sujeitaram-se a ser revistados por três vezes antes de irem ao jardim onde participaram de shows musicais e grupos de dança iraquianos.


Guerra levou fome e destruição à nação

6 de maio de 2004 - Fotos mostram soldados dos Estados Unidos torturando e humilhando prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib em Bagdá, no Iraque

9 de abril de 2003 - Estátua de Saddam Hussein é derrubada com a ajuda de soldados americanos na praça central de Bagdá

Inúmeras bandeiras iraquianas eram agitadas ao lado de cartazes que falavam dos anos difíceis que o Iraque passou, e da esperança com o primeiro momento de independência e soberania desde a invasão ilegal realizada pela coalizão liderada pelos Estados Unidos e a Inglaterra em 2003.

“Desde 2003 que não vou a uma festa, mas hoje vim ouvir os cantores que adoro”, afirmou Ahmed Ali, 20 anos.

O momento de maior emoção foi quando o cantor Salah Hassan interpretou a música “o Iraque é leal ao seu povo”, fazendo os jovens expressarem a felicidade através da dança e da tradicional dabki iraquiana.

Nos 6 anos e três meses de ocupação presenciamos momentos dramáticos, como a queda da estatua de Sadam Hussein - mal sabíamos que era a prévia para a execução da sua pena de morte – vimos também o surgimento do conflito sectário entre sunitas, xiitas e curdos, assim como o nascimento de resistentes apelidados de insurgentes, e da proliferação do terrorismo que objetivava a sociedade civil iraquiana. Vimos também a maior potencia no mundo sendo fragilizada e caindo em contradições, pois enquanto falava de valores, liberdade e democracia, seus soldados torturavam de forma selvagem e racista prisioneiros em Abu Graib e Guantánamo, e estupravam mulheres, meninas e homens iraquianos.

Nesses anos vimos também a queda da credibilidade da CIA, e a incapacidade americana de encontrar e provar a existência dos tais “armamentos de destruição em massa” que alegadamente ameaçavam os EUA e seus aliados na região, principalmente Israel.

De libertadores, defensores do mundo e da democracia, os norte-americanos, sob liderança republicana do ex-presidente Bush, se transformaram em mentirosos, incompetentes, seqüestradores, assassinos e torturadores. Mas a sociedade americana só sentiu o nível da desvalorização e dos prejuízos da sua nação quando descobriu que a população mundial lamentava profundamente que a sola dos sapatos de um jornalista iraquiano não tivesse atingido em cheio o rosto daquele que representava a elite dos Estados Unidos, agora rebaixado ao ridículo, não passa de conteúdo que enche programas humorísticos em todo o mundo.

Apesar de a guerra ter levado à morte quase 1.000.000 de iraquianos, segundo estimativas não oficiais, destruído a infra-estrutura do país e provocado um êxodo da população que buscou refúgios em todo o mundo, até no Brasil. Eles terão que virar a página, esquecer o passado sanguinário, e reaprender os ensinamentos que desenvolveram quando escreveram, há milhares de anos, os primeiros capítulos da nossa história.

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COMENTÁRIOS
 
Abdulrarraman 7/6/2009 10:03:35 PM
Que o povo iraquiano consiga reconstruir seu país o mais breve possível, da melhor forma possível, e que a paz, hoje tão distante, se instale definitivamente neste país ao qual a humanidade deve tanto.

E você, o que acha disso?
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