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Vice dos EUA visita o Líbano e é acusado de ferir a soberania do país

 Imprimir Arabesq | 22/05/2009 A | A
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O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou nesta sexta-feira a Beirute, no Líbano, na primeira visita de um americano deste escalão em 26 anos. A visita acontece apenas 16 dias antes de uma eleição que pode marcar a saída de um governo de coalizão pró-Ocidente.

Entre os primeiros compromissos no Líbano, Biden visitou o presidente libanês, Michel Suleiman, e terá reuniões com o primeiro ministro Fouad Sinora, e o presidente do parlamento, Nabih Berri.

Segundo informações oficiais americanas, o vice-presidente visita o Líbano para fortalecer “o apoio dos Estados Unidos para um Líbano soberano e independente”.

Biden deve presenciar um evento militar no aeroporto internacional de Beirute, acompanhado do Ministro da Defesa libanês, Elias Al-Mur, onde deve anunciar um novo pacote de ajuda militar ao país. Desde 2006 os EUA ofereceram mais de 400 milhões de dólares em treinamento e equipamento militar ao Líbano.

Os libaneses votam no próximo dia 7 de junho em uma acalorada eleição que pode definir o caráter governista do país, já que opõe uma aliança em torno da resistência libanesa, contra uma coalizão mais próxima do ocidente e serviu aos interesses do governo Bush.

O Hizbollah criticou a visita de Biden, que vem pouco depois da visita da secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton. O grupo denuncia o apoio dos EUA ao grupo rival nas eleições, interferência em assuntos internos e a tentativa de pressionar por metas políticas a serem seguidas pelo país após as eleições.

"O grande interesse da América no Líbano aumenta a suspeita já forte sobre a real razão por trás disso, especialmente desde que se tornou uma clara e detalhada intervenção nos assuntos do Líbano", disse o grupo, em comunicado.

O Hizbollah ainda convidou “todos os libaneses, indiferente da afinidade política, a oporem este tipo de parasitismo que fere gravemente a soberania do Líbano”.

A "Al Markazia" disse que Biden quer transmitir uma mensagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de apoio à estabilidade do Líbano e à aplicação das resoluções internacionais, especialmente a 1.701, que colocou fim ao conflito entre Israel e Hizbollah em 2006.

Os EUA estão determinados a "apoiar o Líbano e fornecer ao Exército libanês o material necessário, conforme os acordos assinados", segundo a "Al Markazia".

Recentemente, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez uma curta visita ao país, durante a qual expressou também seu apoio a um "Líbano livre e independente", um dos principais lemas do atual bloco governista libanês.

Hillary pediu que as eleições parlamentares, previstas para 7 de junho, aconteçam "sem intimidação nem interferências estrangeiras".

Para especialistas, os governistas receberam um forte golpe com a ordem do tribunal internacional que libertou 4 oficiais de segurança libaneses, presos pelos governistas sem acusação formal há 4 anos, suspeitos pelo assassinato do Ex-Premiê libanês Rafik Hariri. A tese do bloco liderado pelo partido futuro do filho do Rafik, Saad Hariri, defendia o envolvimento dos oficiais em uma conspiração com a síria para o assassinato do seu pai. Mas a libertação dos oficiais em maio, por ordens da justiça internacional, pôs em cheque a teoria que inflamou a política e as ruas do Líbano nos últimos anos. Apesar do pequeno favoritismo da oposição libanesa, representada pelo Hizbollah e Michel Aoun, o vencedor da eleição dificilmente poderá governar o país com menos de 2 terços do parlamento, tornando incerto o futuro do Líbano.

Com agências internacionais

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COMENTÁRIOS
 
Saad Mahmmoud 5/22/2009 8:13:16 PM
A inoportuna visita do cowboy Biden só prova que a política do 'big stick' ainda é a arma favorita do império yankee. Desagregadores, intrigantes, venenosos, vem trazer sua mensagem de discórdia e de ódio para o povo libanês num momento onde tudo que deveria acontecer é deixa os cidadãos à vontade para escolherem de forma soberana seus governantes. A mentirosa mensagem que 'Os Estados Unidos querem um Líbano livre e independente' é tão enganosa que iraquianos e afegãos podem responder por ela. Go Home, biden !

Estéfani José Agoston 5/23/2009 9:24:31 PM
O Grupo de Bildebergh, pouco conhecido, pouco divulgado, formado por financeiros desalmados, na busca de poder financeiro e político tem agido sempre em proveito próprio. Dessa forma, não preocupa a eles, que com as ações que praticam jogam irmãos contra irmãos, pois nós seres humanos somos filhos do mesmo DEUS, ALLAH. Hoje, em todo globo, vemos intensa luta pelo poder, onde os titeriteiros não tem a mínima preocupação pelo sofrimento que criam para todos nós. O Vaticano, é um escândalo pelas ações que comete juntamente com o grupo acima. Todos nós, sem religião como eu, muçulmanos, cristãos e de outras crenças, estamos sendo utilizados como gado; haja vista o que fizeram eles no Iraque.

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