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Abbas rejeita condição israelense de reconhecer “Estado Judeu”

 Imprimir Arabesq | 28/04/2009 A | A
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O Presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou nesta segunda-feira (27) que não reconhecerá Israel como Estado judaico, condição imposta pelo novo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, para avançar nas negociações de paz.

"Eles começaram isso de Estado Judeu, nós falamos de Estado de Israel, Chamem como quiserem, mas eu não aceito um estado judeu e digo isso publicamente", afirmou o presidente da ANP em discurso a jovens parlamentares na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, território palestino ocupado que governa.

Esta é a primeira declaração pública de Abbas contra a aceitação de Israel como Estado judaico depois que, segundo a imprensa israelense, Netanyahu estabeleceu que o reconhecimento do país é fundamental para avançar nas negociações de paz na região. O primeiro-ministro, contudo, afirmou que esta não é uma exigência prévia.

Abbas insistiu em que não é sua função, mas das autoridades israelenses, definir as características do país.

"Tudo o que sei é que há um Estado de Israel nas fronteiras [prévias à Guerra dos Seis Dias] de 1967, nem um centímetro mais, nem um centímetro a menos. Qualquer outra coisa, não aceito... O que eles querem mais?... A Autoridade Palestina manteve as negociações políticas por um ano depois de Anápolis, realizado em 2007, e cumpriu todas as suas obrigações, especialmente com relação à segurança, mas Israel não cumpriu nada", acrescentou.

Em uma crítica ao chanceler israelense, Abbas disse que “Ele [Liberman] está na contra mão da tendência mundial”. Entre muitas declarações polemicas do político radical israelense, Liberman havia considerado a proposta árabe para a paz “perigosa” pois poderia permitir o retorno dos refugiados palestinos.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP), responsável pelas negociações com Israel, reconheceu o Estado vizinho sobre 78% da Palestina histórica em 1988. Entretanto, a OLP se nega a aceitá-lo como Estado judaico, entre outros motivos, por receio de que acabe com o direito de retorno dos milhões de refugiados palestinos --aprovado pela ONU (Organização das Nações Unidas), mas ainda sob negociações com os israelenses.

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COMENTÁRIOS
 
Maria Helena 4/28/2009 1:24:49 PM
Foi o próprio Deus que lhes deu a terra, aos descendentes de Abraão. E agora, se a descendencia de Abbraão é tanto árabe como judeu? Vai ter guerra para sempre?

Saad Mahmmoud 4/29/2009 11:45:11 AM
O Presidente Abbas agora está vendo como o inimigo sionista é hipócrita, preconceituoso e racista. Se, ao invés de ter recusado a reconhecer a vitória parlamentar do Hammas em Gaza e aliado-se aos inimigos do Islam e do povo palestino, tivesse proposto a união e comandado a reação árabe contra a entidade terrorista de Tel Aviv as coisas estariam muito melhor encaminhadas. Perdeu-se tempo, perderam-se milhares de vidas e o estado legítimo e insofismável do povo palestino ainda não foi criado.

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