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Texto da conferência sobre o racismo ignora palestina e Faixa de Gaza

 Imprimir Arabesq | 22/04/2009 A | A
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Delegados presentes à conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) boicotada pelos Estados Unidos aprovaram uma declaração antirracismo, à medida que buscaram reduzir o impacto do constrangimento provocado por declarações do presidente do Irã.

O texto, que "reitera" um polêmico documento de 2001 que se refere seis vezes a Israel e ao Oriente Médio, foi aprovado por consenso e sem debate em sessão pública, muito antes do final da conferência de uma semana de duração.

O texto aprovado foi negociado arduamente durante a semana passada. Nele, os países islâmicos cederam à pressão dos ocidentais em todas as suas exigências, ao passo que a delegação palestina aceitou eliminar um parágrafo sobre a recente ofensiva israelense contra a faixa de Gaza.
Na segunda-feira, dezenas de delegados deixaram o fórum depois de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, referir-se a Israel como um "governo totalmente racista", declarações classificadas por autoridades da ONU como "inaceitáveis”, mas apoiadas por diversos representantes na conferencia.

A aprovação precoce do texto, negociado ao longo de vários meses em reuniões preparatórias em Genebra, deve ajudar a acalmar a movimentada conferência e retomar o foco para questões da agenda formal, como as relações entre pobreza e discriminação.

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, dissera um pouco antes na terça-feira que a aprovação do documento representaria "uma derrota a Ahmadinejad", cujas declarações, segundo uma pesquisadora da ONU sobre direitos humanos, tiveram a intenção de promover um "confronto total".

"Não é uma questão de pontos de vista diferentes. É uma questão sobre a animosidade desses pontos de vista", disse Asma Jahangir, relatora especial sobre liberdade religiosa.

O porta-voz da ONU para direitos humanos, Rupert Colville, disse a jornalistas que a conferência havia superado o drama em torno do discurso de Ahmadinejad na segunda-feira, durante o qual alguns ativistas credenciados pelo fórum protagonizaram barulhentos protestos.

"Foi um episódio muito contundente ontem, com certeza, mas temos de voltar às questões", disse ele antes da aprovação da declaração na sala de reuniões do Palais des Nations.

Retorno vitorioso

Em Teerã o presidente iraniano foi ovacionado publicamente por jovens e estudantes durante participação na Conferência de Durban 2.

Em sua palavra o presidente iraniano disse: “aqueles que alegam defender a liberdade de expressão não estavam dispostos a ouvir uma voz de oposição em uma conferencia organizada por eles”. Para Ahmadinejad isso desmascara o sistema capitalista ocidental e as ideologias liberalistas.

Com agências internacionais e al-Jazeera

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