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Novo chanceler de Israel descarta devolver o Golã para paz com a Síria

 Imprimir Arabesq | 02/04/2009 A | A
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O novo ministro de Assuntos Exteriores de Israel, o ultradireitista radical Avigdor Lieberman, descarta qualquer retirada de seu país das colinas de Golã como requisito para conseguir a paz com a Síria, como diz em entrevista publicada hoje pelo diário local "Ha'aretz".

"Não existe uma resolução de Governo sobre as negociações com a Síria, e já dissemos que não acordaremos nos retirar das colinas de Golã. A paz só será em troca de paz", afirma Lieberman.

As colinas do Golã formam um território ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967), anexado ilegalmente ao território israelense com isso não é reconhecido internacionalmente como território israelense, mas sim como uma região ocupada que a síria reivindica para assinar um acordo de paz com o Estado judeu.

O Governo Ehud Olmert teve diversas conversas de paz indiretas com a Síria, intermediadas pela Turquia, entre maio e dezembro de 2008. Mas as negociações foram suspensas quando do lançamento da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza.

Lieberman diz ao jornal que como requisito para dialogar com a moderada Autoridade Nacional Palestina (ANP), os palestinos devem antes lutar contra todo tipo de “terrorismo”, tomar o controle de Gaza e desmilitarizar o movimento islâmico Hamas.

Ontem, quarta-feira (01), o chanceler radical afirmou que Israel não é obrigado pelos compromissos adotados na conferência de Annapolis (Estados Unidos, novembro de 2007) a aceitar a criação de um Estado palestino.

"Há apenas um documento que nos vincula e não é a conferência de Annapolis (...), somente o Mapa do Caminho", declarou Lieberman durante a cerimônia de passagem de poder junto a sua antecessora, Tzipi Livni.

"O governo israelense e a Knesset (parlamento unicameral israelense) jamais adotaram Annapolis", afirmou Lieberman.

O Mapa do Caminho é o plano de paz elaborado pelo Quarteto Internacional para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Europeia, Russia e ONU) e que prevê a criação de um Estado palestino junto ao Estado hebreu.

O plano foi lançado em 2003, mas desde então foi praticamente abandonado.

Em Annapolis, o então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, concordaram em reativar as negociações de paz para alcançar um acordo sobre a criação de um Estado palestino como prevê o Mapa do Caminho.

Em função da declaração de Liberman, um dirigente palestino afirmou, por sua vez, que o novo chanceler israelense é um verdadeiro "obstáculo para a paz".

Com agências internacionais

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COMENTÁRIOS
 
Marcos Schérr 4/5/2009 7:51:05 PM
Só faltava mais essa. Já não chega a leva de líderes políticos israelenses, envolvidos com crimes de guerra e assassinato de palestinos, que agora me aparece mais um tal de "Avigdor Lieberman", na pasta de Ministro da Relações Exteriores de Israel. Que loucura meu Deus, um homem desse tipo ter que tratar dos assuntos externos de Israel. Isso é uma verdadeira loucura e, uma prova concreta da falência política e moral do Estado Judeu. Um louco desse tipo, deveria estar em veraneio em Cuba, só que, deveria estar hospedado na prisão de "Guantánamo", que, segundo o sanguinário e desequilibrado "Bushinho", o "Bush" antecessor de "Obama", é uma prisão para terrorista. Então..., lá não é o lugar adequado para esse tal de "Avigdor Lieberman"? Lá sim, segundo os terroristas de Estado, é o lugar para terroristas. Só me falta saber agora de que o louco do "Avigdor Lieberman", vai visitar o maluco do "Kim Jong II", na Coréia do Norte.{position:absolute;clip:rect(480px,auto,auto,480px);}

Deraldo 4/12/2009 1:46:11 AM
Ele pode expresar a opimião dele em todos os jornais porque israel e um estado democratico (aliás o unico do oriente medio). Mas as decisões ele não pode tomar só. O parlamento, as forças Armadas os conselheiros e outros orgãos envolvidos é que podem decidir. Mas convenhamos; um estado tão pequeno sercados de visinhos tão hostis como é israel Os lideres arabes todos tem a mesma opinião sobre israel mesmo os mais moderados se lhes per guntarem sobre israel a resposta é uma só. israel não deve existir . Mas o que intriga é que todos que se meteram com israel só leveram surra e se gabem de que podem varrer israel do mapa. Na guerra dos seis dias se não me engano foram seis ou sete que levaram surra de uma só vez perdendo parte de seus territorios para israel. Na guerra de yon kippur se não fosse a intervenção da onu teria tomado todo o egito e jordania.

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