Principal > Política > Notícias
Português العربية
    Wednesday, November 25, 2020
ArabesQ
Newsletter

Receba as nossas notícias por e-mail


Encerrada a ASPA com a promessa de maior aproximação entre árabes e sul-americanos

 Imprimir Arabesq | 31/03/2009 A | A
Publicidade
Consciencia Jeans

Foi encerrada a segunda cúpula Países Árabes - América do Sul (ASPA) em Doha, capital do Catar, com a recomendação pela intensificação da cooperação entre as duas regiões em diferentes áreas de atuação.

A Cúpula salientou a importância de alcançar uma paz justa e completa no Oriente Médio, com base no princípio da terra pela paz e na devolução dos territórios árabes ocupados por Israel em 1967.

Os 12 países sul-americanos e os 22 árabes que participaram do encontro uniram suas vozes para resgatar a velha reivindicação de um mundo multipolar, e reivindicar às nações mais ricas do mundo que eles sejam incluídos na luta contra a crise global.

Durante a reunião do G20 em Londres estarão presentes três países da ASPA, Brasil, Argentina e Arábia Saudita, que representarão os seus blocos e coordenarão suas reivindicações pelas mudanças no sistema econômico global, que permita a multipolaridade e maior transparência dos mercados financeiros.

A presidente chilena, Michelle Bachelet, deu uma entrevista para apresentar o documento final, batizado de Declaração de Doha, e ressaltou que o consenso alcançado "terá uma força suficiente" para que, no G20, a voz de árabes e sul-americanos "possa estar presente".

O discurso do presidente venezuelano, Hugo Chávez, verdadeiro ídolo de massas no mundo árabe após romper relações com Israel em janeiro, após a ofensiva israelense contra Gaza, foi a única a ser ovacionada antes mesmo de começar o pronunciamento.

Chávez retomou várias propostas, como a criação de um banco de investimento entre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que contou com nove representantes na Aspa, ou a adesão à iniciativa chinesa de criar uma nova moeda de referência internacional.

O líder venezuelano também dedicou duras palavras à ordem de detenção emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir, por crimes de guerra e de lesa-humanidade em Darfur.

"Por que (o TPI) não ordenará a captura de (George W.) Bush? Por que não ordenará a captura do presidente de Israel? A Venezuela aqui se põe de joelhos e nos alinhamos com a Liga Árabe", disse à imprensa logo depois de chegar ao Catar.

Horas mais tarde, em seu discurso perante a cúpula, convidou Bashir a visitá-lo em Caracas.

No entanto, este assunto, que foi o protagonista da cúpula da Liga Árabe realizada um dia antes em Doha, ficou relegado a segundo plano na reunião da Aspa.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, agradeceu hoje na 2ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa) o apoio mostrado pelos países sul-americanos no recente conflito na Faixa de Gaza em dezembro e janeiro.

Posição sobre Gaza

"A postura de muitos países da América do Sul, seu crescente apoio aos direitos do povo palestino e sua posição na questão de Jerusalém confirmam que os Estados árabes têm um pontal na América do Sul", disse o chefe da organização pan-árabe, em seu discurso de abertura do encontro.

Moussa qualificou o encontro, realizado hoje na capital do Catar, Doha, de "grande iniciativa", e ressaltou que as duas regiões têm "interesses comuns a defender nos fóruns internacionais".

O líder da Liga Árabe expressou sua confiança em que o volume de comércio entre as duas regiões duplicará nos próximos anos.

Também delineou um quadro otimista do futuro das relações entre árabes e sul-americanos, e ressaltou o aumento dos voos comerciais à América do Sul por parte de companhias árabes.

O secretário-geral da Liga Árabe elogiou a defesa das culturas árabes e islâmicas nestes países e rejeitou ideias de choques de civilizações entre Ocidente e o mundo árabe.

Lula

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a retomada das negociações da Rodada Doha (Catar) e a importância do comércio entre o Brasil e os países Árabes.

Em discurso de abertura da 2ª Cúpula América do Sul-Países Árabes, realizada em Doha, o presidente afirmou ainda que as duas regiões podem ter papel extraordinário na reunião do G20 (grupo dos países mais desenvolvidos e os principais emergentes) e no encontro de uma saída para a crise financeira.

"Representados pela Arábia Saudita, Argentina e Brasil, nossas regiões têm uma extraordinária oportunidade de apresentar propostas consistentes para a reforma [dos organismos internacionais]" que será discutida em Londres, a partir desta quinta-feira (2).

"O mundo estará atento para saber se a América do Sul e os Países Árabes serão capazes de propor medidas que evitem que uma crise financeira se transforme em terremoto social e político", afirmou o presidente.

Para ele, "essa crise impacta mais duramente os países pobres e as populações carentes, os mais vulneráveis à crise e os menos responsáveis por ela".

A próxima Cúpula entre os países árabe e América do sul terá lugar na cidade de Lima, capital do Peru, durante o primeiro semestre de 2011.

Com agências internacionais

 Imprimir
COMENTÁRIOS
 
Christopher Gui Saad 3/31/2009 10:12:21 PM
Bravíssmo para Hugo Chaves que fez o que todo o mundo devria ter feito contra a barbárie em Gaza.

E você, o que acha disso?
*Título
*E-mail
*Nome
*Comentário
*País
Enviar
* Todos os campos são necessários, o email não será exibido junto ao comentário. Não serão aprovados comentários com conteúdo indecente, racista, desrespeitoso e que não seja relacionado ao assunto comentado.
ArabesQ não se responsabiliza pelo conteudo dos comentários.
Rádio Arabesq
Veja Também

+ Populares

Copyright © 2009 ArabesQ, todos os direitos reservados.