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Israel reprime à força as comemorações de Jerusalém Capital da Cultura Árabe em 2009

 Imprimir Arabesq | 22/03/2009 A | A
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As forças de segurança de Israel impediram hoje os atos de celebração de Jerusalém como capital cultural do Mundo Árabe em 2009, e detiveram cerca de 20 palestinos e diversas autoridades da organização do evento que assistiam à comemoração.

Soldados e policiais israelenses proibiram a entrada na velha cidadela de grupos de jovens que cantavam canções, carregavam bandeiras palestinas e pretendiam chegar à esplanada das mesquitas, no Monte do Templo.

As forças de segurança de Israel também impediram diversos atos programados em várias cidades da Cisjordânia e invadiram o edifício principal das atividades que celebram a escolha de Jerusalém como capital da cultura árabe em 2009.

O ministro da segurança interna do estado judeu emitiu ordens para impedir quaisquer comemorações em Jerusalém e Nazaré. Correspondentes da al-Jazeera confirmaram que milhares de militares israelenses se espalharam na cidade sagrada reprimindo todas as atividades culturais e festivas da comemoração.

Em razão da proibição israelense, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, comemorou a escolha em Belém, onde pronunciou um discurso no qual acusou o Estado judeu de praticar a "limpeza étnica" em Jerusalém.

Abbas disse que o objetivo de Israel é "mudar a composição demográfica da cidade" com o assentamento de população judaica, mas assegurou que essa política "não teve sucesso" e que Jerusalém continua sendo "o coração e a alma" do povo palestino.

Mas, apesar das críticas, o presidente da ANP afirmou que está disposto a retomar as negociações para a criação de um Estado palestino, suspensas desde a ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza, em dezembro e janeiro.

Abbas pediu que o "próximo Governo israelense" retome os contatos sob a fórmula de "dois Estados para dois povos".

O líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu, negocia para conseguir uma maioria parlamentar que lhe permita liderar o novo Governo israelense, que segundo todos os indícios terá caráter de direita radical.

A Capital da Cultura Árabe é uma iniciativa empreendida pela UNESCO, sob o programa “Capitais Culturais”, no âmbito de promover a cultura árabe e incentivar a cooperação na região.

Uma diferente cidade dos países árabes é eleita a cada ano para o título de Capital da Cultura Árabe. A primeira foi Cairo em 1996. Damasco foi a capital de 2008, seguida por Jerusalém (palestina) em 2009 e Doha (Catar) em 2010.

Com al-jazeera e agências internacionais

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