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Seis anos de ocupação destruíram a nação que um dia foi o berço da civilização

 Imprimir Arabesq | 20/03/2009 A | A
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Consciência Jeans

A ocupação do Iraque pelos Estados Unidos completa hoje seis anos. Mas as promessas americanas de desenvolvimento, segurança e prosperidade continuam muito distantes da realidade vivida pela sociedade que ainda sofre diariamente por atentados, assassinatos, corrupção e precárias condições econômicas.

Na madrugada de 20 de março de 2003 as forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha atacavam com bombas e mísseis o sul de Bagdá, desrespeitando a comunidade internacional que questionava as alegações americanas sobre o verdadeiro perigo que representava o governo de Sadam Hussein e a sua posse de armas de destruição em massa, principal motivo defendido na época para a invasão.

Tres semanas depois Bagdá estava tomada e o regime iraquiano derrubado, o que levou o governo americano a cantar vitória precipitada, mas não sabia que em dois meses sofreria nas mãos da mais violenta resistência contra uma ocupação na região do Oriente Médio.

Em 2006 a média de mortes foi de 72 ao dia, o pico em todo o período. Embora a violência tenha diminuído nos últimos meses os parlamentares do país temem que os conflitos políticos levem a uma nova turbulência que reestimule o ciclo de violência.

Seis anos depois, os Estados Unidos pagaram com a vida de 4259 soldados e mais de US$ 657 bilhões pela mentira que tentaram empurrar ao mundo. Mas o preço maior foi pago pelo povo iraquiano, que apesar de sonhar com a liberdade e a democracia durante os 35 anos do governo de Sadam Hussein, sabia que estes ideais não viriam pelas mãos americanas, crença confirmada com a ação dos autoproclamados libertadores matando mais de 91.000 iraquianos de acordo com números não oficiais. Especialistas e organizações árabes acreditam que o número é bem maior, ultrapassado um milhão. Em ambos os casos, a maioria é de civis.

As armas não foram encontradas, a nova “democracia” iraquiana é constantemente questionada, a qualidade de vida é infinitamente pior daquela que um dia foi vivida sob o regime de Sadam, a instabilidade política e econômica só estimula o conflito civil e sectário, e a incerteza é a única conclusão possível sobre o destino desta nação que um dia foi o berço da civilização.

Muitos iraquianos acreditam que a estabilidade do país só pode evoluir a partir da retirada total das forças de ocupação, fato que deve acontecer em 2011 segundo os planos declarados pela nova administração dos Estados Unidos que deve trabalhar pela reaproximação com o Irã e a Síria para garantir a estabilidade no destino do Iraque pós-retirada americana.

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COMENTÁRIOS
 
Estéfani José Agoston Ozzi 3/20/2009 5:48:17 PM
Terrível é o mínimo que se pode dizer da ação dos norte americanos. Tal ação demonstrou cabalmente o desconhecimento da filosofia de vida, da forma de vida árabe, por parte dos norte americanos; que não só eles, hoje todos nós pagamos por tão brutal e estúpida ação. Penso que o melhor para o Iraque, seria adotar o sistema de Governo Federalista, onde a forma, a filosofia organizativa de vida iraquiana, a tribal, seria respeitada, amparada e mantida.

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