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Hasteada a bandeira libanesa na embaixada em Damasco

 Imprimir Arabesq | 17/03/2009 A | A
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O Líbano abriu uma embaixada em Damasco nesta segunda-feira, fato considerado um importante sinal da evolução das relações entre os dois países que viveram momentos conturbados nos últimos 4 anos.

A bandeira libanesa foi hasteada nessa segunda-feira no centro de Damasco pelo encarregado Rady Murtada. O Líbano nomeou Michel Khoury como seu embaixador, mas só deve encabeçar os trabalhos na embaixada em meados de abril.

O Vice-Presidente da Comissão de Relações Árabes e Exteriores no parlamento sírio, Khaldoon Qassam, acredita que a embaixada libanesa é uma representação oficial apenas, e que as relações entre os dois países são muito mais amplas e profundas do que a representação diplomática.

Para Qassam, a bandeira libanesa hasteada coroa o acordo firmado entre os dois países em 2008, quando se comprometeram a estabelecer representatividade diplomática oficial bilateral, a primeira desde a divisão do território do império otomano em 1920 pela Grã-Bretanha e a França.

A Síria inaugurou sua embaixada no Líbano há dois meses, mas não nomeou o embaixador que deve iniciar os trabalhos em breve, segundo declarações do chanceler sírio Walid El-Moalem.

Apesar de o processo diplomático ter sido catalisado nos últimos anos por pressões internacionais, mais especificamente francesas e americanas, a idealização da representatividade diplomática já existia desde 2000 quando o ex-ministro do planejamento sírio, Isam AL-Zaim, preparou um relatório que recomendava mudança do perfil das relações entre os dois países de militar para político e econômico. Desde então a Síria reduziu gradativamente a sua presença militar no Líbano de 60 mil para 15 mil soldados em 2005 antes do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri.

Histórico

Em 1976, realizando uma missão de pacificação e interrupção da guerra civil libanesa, a Síria entreviu militarmente no Líbano, a pedido do então presidente libanês e com o apoio da comunidade internacional, e manteve suas tropas no país até 2005 para garantir a estabilidade e a segurança.

No início a intervenção recebeu elogios das partes conflitantes no Líbano, pois poupou a morte de dezenas de milhares de libaneses e impediu a possível “exterminação” de importantes grupos cristãos, mas com o tempo surgiram críticos acusando o governo sírio de não respeitar a soberania do Líbano e planejar a anexação do território à Síria. Os críticos também defendiam que os libaneses já estavam recuperados da guerra civil e que a presença militar Síria não se justificava.

Em 2005, o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri iniciou um movimento, liderado por oposicionistas libaneses, chamado de a “Revolução do Cedro” que acusava a Síria pelo atentado e somava esforços com as pressões internacionais pela aceleração o processo de retirada das tropas sírias do Líbano.

Em abril de 2005 o último soldado sírio deixou o Líbano. O fato acirrou a disputa política no país que passou a experimentar consecutivos atentados e conflitos civis alem de dois grandes combates militares, um envolvendo o exército do Líbano e uma organização terrorista, e o outro entre partidos libaneses. A ausência de uma infra-estrutura de segurança e do preparo militar permitiu também a guerra israelense contra o Líbano, em 2006, matando milhares de libaneses.

O fim da administração Bush e de sua política de isolamento, e a incapacidade da investigação internacional sobre o assassinato do Hariri de provar qualquer envolvimento do governo Sírio no atentado, permitiram a reaproximação entre os dois países em 2008 e o estabelecimento de acordos sobre temas pendentes como o da representatividade diplomática.

Com agências internacionais

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