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Investigador da ONU vê indícios de crimes de guerra em Gaza

 Imprimir Reuters | 22/01/2009 A | A
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Consciência Jeans

Por Jonathan Lynn

Há indícios de que Israel cometeu crimes de guerra durante os 22 dias de ofensiva na Faixa de Gaza, e deveria haver um inquérito independente sobre o assunto, disse na quinta-feira o investigador da ONU Richard Falk.

A angústia vivida pelos civis é tamanha que toda a população deve ser considerada vítima, disse Falk, relator especial da ONU para os direitos humanos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Falando por telefone da sua casa, na Califórnia, Falk disse haver fortes sinais de que as ações de Israel em Gaza violaram o direito humanitário internacional e que um inquérito independente deveria avaliar se houve efetivamente crimes de guerra.

"Acredito haver a suspeita 'prima facie' para chegar a tal conclusão", afirmou ele a jornalistas em Genebra.

Segundo Falk, Israel não se esforçou para permitir que a população civil escapasse do conflito.

"Trancar as pessoas numa zona de guerra é algo que evoca o pior tipo de lembranças internacionais do Gueto de Varsóvia e de cercos que ocorrem não-intencionalmente durante um período de guerra", disse Falk, que é judeu.

"Poderia haver uma autorização temporária para que pelo menos crianças, inválidos e civis doentes partissem, mesmo se só lhe restasse o sul de Israel para ir", disse o professor norte-americano.

De acordo com ele, essa situação provocou traumas para toda a vida em toda a população. Sendo assim, disse ele, a definição de vítima deveria ser estendida a todos os moradores da Faixa de Gaza.

Duas semanas antes do início da ofensiva, Israel negou visto a Falk, que rejeita a tese israelense de que a ofensiva serviria para impedir o grupo islâmico Hamas de disparar foguetes contra o seu território.

"Na minha visão, a Carta da ONU e o direito internacional não dão a Israel o fundamento jurídico para alegar autodefesa", afirmou.

Israel, segundo ele, não restringiu os ataques a áreas de onde eram feitos disparos, e se recusou a negociar com o Hamas, impedindo uma solução diplomática.

Cerca de 1.300 palestinos morreram nos confrontos, sendo cerca de 700 civis, segundo fontes médicas. No lado israelense, foram mortos 10 soldados e 3 civis.

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