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Cúpula do Catar é realizada com presença de nações árabes e estrangeiras

 Imprimir Arabesq | 16/01/2009 A | A
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Catar e Mauritânia decidem suspender suas relações diretas e indiretas com Israel por tempo indeterminado. A decisão foi anunciada durante a “Cúpula Emergencial Sobre Gaza”.

Realizada em Doha, capital do Catar, a cúpula emergencial pela Faixa de Gaza, foi invocada a pedido do Emir do Catar,Xeique Hamad bin Khalifa Al-Thani, para discutir a agressão israelense na Faixa de Gaza que passa do seu 21o dia.
 
Participaram da cúpula 13 das 22 nações árabes, quatro países muçulmanos e um representante do presidente venezuelano Hugo Chávez.
 
Em seu discurso de abertura o Emir do Catar esclareceu que a realização da cúpula de Doha não inviabiliza outras iniciativas previstas na região como a cúpula econômica no Kuwait que terá a crise em Gaza um dos seus principais temas. O Emir garantiu que o Catar respeita e participará em todas as iniciativas árabes sobre as agressões israelenses em Gaza. E defendeu que Doha será uma oportunidade de consultar nações árabes e islâmicas para alcançar um consenso de medidas a serem tomadas para interromper a incursão israelense em Gaza. E que esse consenso tornaria mais efetivas as participações em outras iniciativas e cúpulas que reúnam representações de todos os países árabes.
 
O Hamas e os outros movimentos de resistência árabes foram representados por Khaled Meshaal, presidente do escritório político do Hamas, atualmente em exílio na Síria.

Meshaal agradeceu os esforços do Emir do Catar e a presença das outras nações na cúpula. Ele defendeu que o objetivo da incursão israelense é “varrer a resistência, tornando, com isso, o caminho livre para o acordo imposto pelos Estados Unidos e Israel”.

Ele acrescentou que as facções de resistência responderam positivamente à trégua acordada há seis meses, apesar de estarem certos que Israel não respeitaria seus termos, e de fato, as forças de ocupação israelenses não cumpriram suas promessas, violando a trégua, e mantiveram o bloqueio imposto a Gaza.
 
As exigências da resistência
 
Meshaal reforçou os termos do Hamas para uma trégua duradoura. Exigindo o fim da agressão israelense; a retirada das tropas de Israel das terras invadidas na Faixa de Gaza; e a abertura total e permanente das passagens fronteiriças entre Gaza, Israel e Egito. Ele também garantiu que a resistência palestina não aceitará quaisquer condições israelenses que não garantam os pedidos do Hamas.

Já o presidente sírio, Bashar al Assad, pediu aos países árabes que rompam suas relações, tanto diretas quanto indiretas, com Israel, incluindo com o fechamento de embaixadas.
"Depois do holocausto israelense em Gaza, os Estados árabes deveriam romper os laços diretos ou indiretos com o Israel", disse al-Assad.

Jordânia, Egito e Mauritânia, são os únicos que têm em seu território delegações diplomáticas de Israel, enquanto, em alguns outros países árabes, só há escritórios comerciais.

Além disso, Assad afirmou que “morreu” a iniciativa árabe de paz lançada em 2000 em Beirute propondo paz para Israel em troca da devolução das terras árabes ocupadas; e qualificou de "holocausto" o que está ocorrendo em Gaza.

"O moderno e perigoso holocausto nazista em Gaza está se transformando em uma nova etapa que afetará todo o mundo", disse o presidente sírio.

Para al-Assad, Israel "construiu sua existência sobre massacres, criou seu futuro sobre o genocídio e só conhece a linguagem do sangue... e está cavando os túmulos de seus filhos com as próprias mãos".

As decisões

Entre as decisões da cúpula está, a retirada da proposta árabe de Paz; a criação de um fundo internacional para ajudar a reconstruir Gaza; a exigência do fim da agressão israelense, a retirada das terras ocupadas e a abertura das passagens; o julgamento das autoridades israelenses por crimes de guerra em tribunais internacionais e recomendou o corte das relações diretas ou indiretas entre países árabes e Israel, já anunciando a suspensão da mesmas pelo Catar e Mauritânia.

Desde a primeira semana dos ataques israelenses contra Gaza, o Emir do Catar tem realizado um esforço diplomático para realizar uma cúpula árabe presidencial de caráter emergencial, mas enfrentou oposição do Egito e Arábia Saudita. Com o início dessa semana o Catar convidou novamente as nações árabes para a cúpula já que a resolução da ONU que pede um cessar-fogo imediato foi completamente ignorada por Israel. em 14 de janeiro foi divulgada a informação de que teria sido completado o Quorum para a realização de uma cúpula árabe de emergência que necessita da presença de 15 das 22 nações árabes. Poucas horas depois caiu novamente o quorum com a retirada de alguns países árabes por pressões recebidas do Egito e da Arábia Saudita que defendem a reunião na cúpula econômica do Kuwait para tratar da crise em Gaza.

Com o quorum derrubado o Catar decidiu manter a cúpula de emergência que foi denominada de “Cúpula Emergencial por Gaza”, para onde convidou alem de países árabes, nações islâmicas como o Irã, a Turquia, o Senegal e a Indonésia; e latinas como a Venezuela. Entre os árabes estiveram presentes: Argélia, Líbia, Síria, Somália, Líbano, Sudão, Mauritânia, Iraque, Djibuti, Comores, Catar, Omã e Marrocos.

Após a sessão aberta os líderes em Doha realizam uma sess&

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