Começam hoje em Washington as negociações diretas de paz entre israelenses e palestinos, após a cerimônia de abertura na noite passada, em que participaram os líderes dos Estados Unidos, Egito e Jordânia, bem como o primeiro-ministro israelense e o presidente da Autoridade Nacional Palestina.
As negociações devem tratar das questões finais para alcançar um acordo dentro de um ano, no entanto um clima de suspeita e pessimismo reina nas sociedades árabe e israelense sobre a possibilidade de alcançar grande avanço.
As negociações diretas começam hoje nos EUA entre o premie israelense, Benjamin Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com a presença da secretária de Estado, Hillary Clinton.
Após vinte meses de interrupção do processo de paz as negociações objetivam encontrar soluções para as questões principais do conflito, como: o destino de Jerusalém, as fronteiras, a questão do retorno dos refugiados palestinos e os colonos israelenses. Definindo assim a criação de um estado palestino independente com garantias de segurança para Israel.
Os israelenses exigem que Jerusalém seja a capital eterna e indivisível de Israel, que o futuro estado palestino seja desmilitarizado e que Israel mantenha uma presença militar na fronteira com a Jordânia.
Já os palestinos pedem a criação de um estado palestino dentro das fronteiras prévias à guerra de 67 e Jerusalém oriental como capital, abrindo a possibilidade para a anexação das colônias israelenses na Cisjordânia ao estado de Israel em troca de outros territórios israelenses a serem anexados ao futuro estado palestino.
O primeiro-ministro palestino afastado e líder do Hamas, Ismail Haniyeh, atacou as negociações em um discurso ontem na Faixa de Gaza, afirmando que ocorrem sob pressão e sem a aprovação da sociedade palestina.