Da Redação Arabesq
O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse que a Liga Árabe aceitou dar oportunidade de quatro meses à iniciativa dos Estados Unidos para as negociações indiretas entre a Autoridade Palestina e Israel.
Segundo Erekat, as nações árabes não estão convictas das intenções israelenses pela paz, mas decidiram dar chance aos Estados Unidos.
Caso fracassem as negociações em quatro meses, os ministros da Liga Árabe se reunirão novamente para estudar e anunciar medidas conjuntas para a comunidade internacional diante da intransigência israelense.
As medidas, ainda desconhecidas, serão anunciadas após o prazo estipulado para as negociações.
A decisão foi anunciada após o segundo dia de reunião dos chanceleres árabes no Cairo para estudar a proposta americana de negociações indiretas entre Israel e os palestinos, defendida pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.
O projeto de declaração
De acordo com a agência alemã, a declaração final da reunião árabe afirma que as negociações "não podem ser feitas com espaço preenchido pelas ações ilegais israelenses em territórios palestinos, especialmente em função das atividades constantes em Jerusalém, Hebron, Belém, e Faixa de Gaza, o que confirma o risco de fracasso dessas negociações".
Os Ministros ainda declaram que "em caso de fracasso das negociações indiretas e a continuação das práticas israelenses nos territórios ocupados, os países árabes convocarão uma reunião urgente do Conselho de Segurança para voltar a expor o conflito árabe-israelense em todas as suas dimensões".
Os chanceleres pedem também aos Estados Unidos que parem de usar o veto nas votações do Conselho de Segurança da ONU sobre a questão palestina.
O documento aborda as ações israelenses em Jerusalém Oriental, Belém, Hebron e Faixa de Gaza que são alvo das "intenções israelenses premeditadas para obstruir uma solução justa e continuar a alterar a composição do ambiente e da forma geográfica do território, o que dificulta o surgimento de um estado palestino soberano".
Os Chanceleres árabes concordaram em expor as recentes ações israelenses em Jerusalém e os territórios ocupados perante o Tribunal Internacional, o Conselho de Direitos Humanos, a Assembléia Geral das Nações Unidas e os membros da Convenção de Genebra.
A comissão da iniciativa árabe pela paz é composta por ministros das relações exteriores da Jordânia, Bahrein, Tunísia, Argélia, Arábia Saudita, Sudão, Síria, Palestina, Líbano, Egito, Marrocos, Iêmen, Emirados Árabes Unidos, Sultanato de Omã e Catar que preside a reunião.