O chefe da polícia de Dubai, Dahi Khalfan Tamim, afirmou, nesta terça-feira, que pediu ao Ministério Público do país um mandado de prisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do chefe do serviço secreto Mossad, pelo assassinato do líder do Hamas, Mahmud al-Mabhuh.
Tamim afirmou estar completamente certo da responsabilidade do Mossad (serviço de inteligência israelense) pelo crime e teria apresentado um pedido de prisão de Netanyahu e de Méir Dagan (diretor do Mossad).
Em declarações à agência de notícias AFP, o chefe da polícia afirmou que a decisão final de emitir uma ordem de prisão internacional contra Netanyahu cabe às autoridades políticas do Emirado e que tem consciência da dificuldade para executar essa ordem de prisão.
Um grupo de dez homens e uma mulher teria assassinado o líder do grupo palestino em um quarto de hotel em Dubai em 20 de janeiro. A polícia de Dubai afirmou que eles usaram identidades falsas com passaportes verdadeiros modificados de diversas nações, e havia sugerido o envolvimento do Mossad no assassinato.
Israel, no entanto, nega as acusações. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, disse a chanceleres europeus que "não há provas" do envolvimento Mossad no assassinato do líder do Hamas.
Segundo a política de Dubai, todos os assassinos estariam em Israel neste momento, e teriam usado passaportes falsos (seis britânicos, um francês, um alemão e três irlandeses) para cometer o assassinato, o que provocou uma tensão entre os governos britânico e australiano e Israel.
Há duas semanas, o governo britânico convidou o embaixador de Israel em Londres para discutir o uso de passaportes britânicos supostamente falsos ou fraudulentos pelos acusados de matar Mabhuh.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brwon, ordenou a abertura de um inquérito sobre os passaportes usados por seis dos supostos assassinos identificados pela polícia de Dubai, que traziam os nomes de cidadãos israelenses de origem britânica, mas cujas fotos não eram deles.