O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, testemunhará perante uma comissão que investiga a participação da Grã-Bretanha na guerra do Iraque antes das próximas eleições gerais, anunciou nesta sexta-feira o presidente da comissão, John Chilcot.
Chilcot havia dito antes do Natal que o atual inquilino de Downing Street não seria convocado até as eleições para que sua declaração não fosse explorada politicamente.
Mas nesta sexta-feira explicou que, após ter recebido na semana passada uma primeira carta de Brown, ofereceu ao primeiro-ministro a oportunidade de fazê-lo antes "como ato de equidade".
"O primeiro-ministro respondeu esta manhã, indicando que ficará contente em chegar a um acordo nos próximos dois meses sobre as datas que foram propostas", acrescentou Chilcot na abertura da sessão.
Brown enfrenta críticas sobre as decisões de gastos em defesa, que podem ter prejudicado operações das tropas britânicas no Iraque e no Afeganistão. Uma comissão de inquérito foi formada no ano passado para tirar lições da guerra após a retirada das tropas britânicas do Iraque.
Alguns membros do Partido Trabalhista demonstram preocupação com o depoimento pela possibilidade de surgimento de divisões internas que enfraqueçam o partido antes das eleições que devem ser vencidas pelo Partido Conservador.
A investigação ganhará muito destaque na próxima semana, pois o ex-primeiro-ministro inglês, Tony Blair, deve prestar seu depoimento diante da comissão em 29 de janeiro, e enfrentar as criticas sobre a invasão e a ocupação do Iraque, causando a morte de centenas de milhares de iraquianos e 179 soldados britânicos.
Com EFE