Para Nada Yoma, uma adolescente palestina de 14 anos e moradora do bairro Sheik Raduan, em Gaza, é impossível esquecer como um foguete israelense destruiu sua casa, matou sua mãe e causou a amputação de uma de suas pernas.
A menina não consegue se desfazer das duras lembranças todas as vezes que olha para sua perna amputada ou quando vê uma foto de sua mãe, já que ainda estão vivos em sua mente os 22 dias de ofensiva militar israelense entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano.
"São as lembranças mais duras que vivi. Não consigo esquecer o momento em que o míssil impactou nossa casa, a potente explosão, o pó, a fumaça e os escombros caindo sobre nós. Não posso tirar da cabeça a imagem da minha mãe morta, minha irmã e irmão feridos, e como perdi a perna", conta Nada.
Onze meses depois do ataque, a adolescente tenta levar uma vida normal. De manhã vai ao colégio e à tarde passa a maior parte do tempo em seu quarto fazendo os deveres.
Mas Nada não fala muito e, quando tenta sorrir, em seu rosto se desenha uma mistura de melancolia e de tristeza.
Seu pai, Jamal Yoma, não esconde que ainda tem pesadelos e lembra os detalhes deste fatídico dia.
"Era o segundo dia do ano e fui comprar algo para comer. Quando voltei, os aviões israelenses tinham disparado um foguete contra minha casa. Só vi pó e fumaça e a minha família banhada em um charco de sangue", conta o pai...
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