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Ativistas de direitos humanos condenam proibição de minaretes na Suíça

 Imprimir Arabesq | 02/12/2009 A | A
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Navi Pillay Alta Comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou que a proibição da construção de minaretes na Suíça constitui um conflito com as obrigações daquele país com o direito internacional.

Em comunicado Pillay defendeu que a proibição de qualquer estrutura arquitetônica pertencente ao Islã ou a qualquer outra religião é “claramente uma descriminação horrenda”.

Os eleitores suíços e aprovou a proibição em um referendo realizado no domingo, desafiando o governo eo parlamento, que rejeitou esta iniciativa como uma violação da extrema-direita suíça Constituição e da liberdade religiosa e da tolerância tradicional, que é valorizado pelo país.

“A proibição é discriminatória e pode colocar o país (Suíça) em rota de colisão com as suas obrigações internacionais em matéria de direitos humanos", acrescentou.

A relatora da ONU sobre a liberdade religiosa, Asma Jahangir, também lamentou a proibição na Suíça de construir minaretes nas mesquitas, ou seja, torres no alto dos centros muçulmanos.

"Tenho uma profunda preocupação pelas consequências negativas que possa ter o resultado desta votação na liberdade de religião ou de convicção dos membros da comunidade muçulmana na Suíça", declarou Jahangir.

"Com efeito, a proibição dos minaretes vira uma restrição injustificada da liberdade de manifestar sua religião, e constitui uma discriminação evidente para os muçulmanos da Suíça", completou.

Ela ressaltou que este voto lembra "que nenhuma sociedade está a salvo da intolerância religiosa".

Segundo dados oficiais, 57,5% dos suíços rejeitaram em plebiscito a possibilidade de construir minaretes nas mesquitas.

Os argumentos da ultradireitista UDC, majoritária no Parlamento suíço e presente no Governo colegiado, convenceram 1,53 milhão de eleitores.

Contrário à iniciativa, o Governo obteve o apoio de 1,13 milhão de cidadãos, 42,5% dos eleitores.

O resultado da votação de domingo causou comoção no Governo suíço. A ministra de Assuntos Exteriores, Micheline Calmy-Rey, assegurou que os defensores da iniciativa antimuçulmana realizaram "uma instrumentalização muito bem feita", apelando ao medo e aos preconceitos.

Com al-arabiya e EFE

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Pôster usado pela ultra direita da Suíça sugerindo as minaretes como mísseis implantados no país. Campanha que estimula o preconceito e o anti-islamismo segundo ativistas em direitos humanos. Pôster usado pela ultra direita da Suíça sugerindo as minaretes como mísseis implantados no país. Campanha que estimula o preconceito e o anti-islamismo segundo ativistas em direitos humanos.
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