Erik Prince, diretor da empresa de segurança privada Blackwater, se considerava “um cristão cruzado encarregado da tarefa de desenraizar os muçulmanos e a religião islâmica no mundo” e as suas empresas “incentivavam e recompensavam aqueles que contribuem para a destruição da vida dos iraquianos”. Essas afirmações sobre o presidente da empresa contratada pelos Estados Unidos para prestar segurança privada militar no Iraque foram feitas por funcionários da empresa em depoimento sob juramento.
O Jornal The Times relatou que estes testemunhos fazem parte de uma série de acusações contra a empresa, julgadas em um tribunal em Virginia, que incluem assassinatos a sangue frio e contrabando de armas. Erik Prince é também acusado por assassinato de dois ex-funcionários da BlackWater que colaboravam com os investigadores federais americanos.
Os depoimentos por escrito dos funcionários sob os pseudônimos John Doe n º 1 e John Doe n º 2 garantem que Prince e outros gerentes da empresa destruíram fitas de vídeo, e-mails e documentos incriminadores.
Segundo as testemunhas, Erik Prince colocava em campo no Iraque aqueles que compartilhavam sua visão “e que acreditavam, assim como ele, na superioridade cristã, e no uso de toda oportunidade para assassinar iraquianos. Muitos desses agentes usavam apelidos de cavalheiros cruzados que lutaram contra os muçulmanos durante as cruzadas”.
O julgamento é resultado de acusações feitas por 60 iraquianos contra a Blackwater por crimes cometidos no Iraque.
A empresa negou as acusações que, segunda ela, pretendem danificar a imagem do seu presidente e não oferecem provas reais.