Mantendo sua ênfase em um monoteísmo intransigente e uma aderência estrita a determinadas práticas religiosas essenciais, a religião revelada pelo profeta Maomé (Muhammad S.A.A.S*) a um grupo pequeno de seguidores, expandiu rapidamente através do Oriente Médio, África, Europa, ao subcontinente indiano, à Península da Malásia e a China. A vasta variedade de raças e culturas abraçadas pelo Islã produziu diversidades internas importantes, mas não impediu que todos os segmentos da sociedade muçulmana, sejam acolhidos por uma fé em comum e pela sensação de pertencer a uma única comunidade.
Hoje o islamismo é a segunda maior das três principais religiões monoteístas do mundo, perdendo em número de seguidores somente para o cristianismo. É também a religião com os maiores índices de crescimento. Os últimos Censos estimam haver 1.2 a 1.3 bilhões de seguidores o que representa 25% da população mundial. A Indonésia é o país com maior numero de Muçulmanos (Sing.muslem Plur.Muslimin) com 184 milhões de seguidores. Já no Brasil este número é bem menor, 27.239 segundo o censo de 2000. Mas algumas instituições islâmicas defendem um numero bem maior, aproximadamente 1.5 mi de muçulmanos.
Contraditoriamente à sua expansão e difusão, é uma das religiões mais mal compreendidas no ocidente que associa a religião e seus seguidores a diversos preconceitos resultantes de pouca ou má informação.
De Inicio é importante desmistificar a correlação da civilização árabe com a religião islâmica, pois ao contrario do que muitos acreditam, nem todo árabe é muçulmano e nem todo muçulmano é árabe. Os árabes muçulmanos representam menos de 25% do numero total de seguidores do Islamismo no mundo.
A palavra Islamismo, em árabe (Alislam), significa o ato de submissão a Deus, acredita-se que a palavra seja derivada da palavra Paz (Alsalam).
Um importante fundamento religioso no islamismo é que o muçulmano deve ser submisso aos desejos e ordens de Deus.
O inicio do calendário islâmico corresponde ao ano de 622 d.C., foi quando ocorreu a jornada ou imigração (Al Hijrah) do profeta Maomé (Muhammad) e seus seguidores de Meca para a Medina (cidades na atual Arábia Saudita) para escapar das famílias que estavam no poder em Meca e se incomodavam com a crescente popularidade do Profeta.
Neste artigo explicaremos algumas das crenças básicas da fé islâmica:
- O Monoteísmo
- Os Livros Sagrados
- Os Anjos
- Os Profetas
- A Justiça
- O Juízo Final
Monoteísmo:
O Islã ensina que não há deus alem de Deus (em árabe:Allah), nunca gerou ou foi gerado, é o começo e o fim, o poder absoluto, onipresente e onisciente, é a fonte de toda criação, não há outros deuses superiores iguais ou inferiores a ele.
Capitulo 112 (A UNICIDADE)
Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.
“1. Diga: Ele é Deus, o Único!
2. Deus! O Absoluto!
3. Jamais gerou ou foi gerado!
4. E ninguém é comparável a Ele!”
Apesar de (Allah) ser a palavra em árabe para Deus, a mesma não pode ser empregada na língua árabe ao denominar qualquer outra divindade ou entidade, com isso se torna identidade exclusiva do Deus único, Deus dos Judeus, cristãos e muçulmanos.
Os praticantes das três religiões monoteístas utilizam a palavra (Allah) ao se referirem a Deus na língua árabe. Portanto é incorreta a afirmação de que (Allah) representaria um deus exclusivo dos muçulmanos, assim como é errado o uso da palavra em árabe (Allah) para se referirem, em outras línguas, ao Deus dos seguidores das três religiões monoteístas.
Algumas das características divinas no islamismo:
- Deus é considerado eterno e onipotente.
- Sempre existiu e sempre existirá
- Sabe de tudo que pode ser sabido
- Capaz de tudo que pode ser feito
- Não possui forma
- Não pode ser visto
- Não pode ser ouvido
- Não é Homem ou Mulher
- É justo
- Somente para ele devem rezar e adorar
Os Livros Sagrados:
Os muçulmanos devem reconhecer e ter fé nos cinco livros sagrados mencionados no alcorão:
· O livro de Abraão (A.S*) (C:87 V:19)
· O livro dos salmos de Davi (A.S*) (C:17 V:55)
· A Tora de Moises (A.S*) (C:2 V:87)
· O Evangelho de Jesus (A.S*) (C:5 V:46)
· O Alcorão
O Alcorão contém as mensagens de Deus reveladas ao profeta Maomé (Muhammad) através do anjo Gabriel ao longo de 23 anos.
- Saiba mais sobre o Alcorão sagrado
Os Anjos:
Crer nos anjos é crucial na fé islâmica. A palavra árabe para anjos (malak) significa "o mensageiro”. De acordo com o Alcorão, os anjos não possuem livre arbítrio, e adoram a Deus em perfeita obediência. Alguns dos deveres dos anjos incluem comunicar revelações de Deus, glorificar Deus, registrar as ações dos seres humanos, e tomar suas almas quando chegar a morte.
Os Profetas:
Deus criou a humanidade para servi-lo e dotou o homem de capacidade e liberdade de ação. De acordo com a benevolência e justiça divina, Deus emitiu profetas para instruir e guiar a humanidade. Nenhuma nação ou comunidade foi deixada sem tal orientação (C:10 V:47 ; C:15 V:36). Alguns profetas portaram revelações divinas: escrituras e milagres.
O primeiro Profeta para os muçulmanos é Adão seguido por uma longa corrente de Profetas onde o ultimo é o profeta Maomé (Muhammad). (C:30 V:40)
São mencionados no Alcorão vinte e cinco proeminentes profetas entre eles Abraão, Davi, Ismael, Isaac, Moises, Jacó, Jesus e Maomé (Muhammad).
Cinco dos profetas mencionados são considerados como portadores de códigos de lei, são eles os profetas: Abraão, Davi, Moises, Jesus, Maomé.
O livro sagrado dos muçulmanos afirma também a existência de outros profetas de nomes não revelados pelo alcorão. (C:40 V:78)
Crer em todos os profetas mencionados, entre eles Moises, Jesus e Maomé; Assim como a fé em suas mensagens, são importantes fundamentos do islamismo.
A Justiça:
Todo muçulmano deve acreditar na justiça do todo poderoso. Pois Deus é justo, nunca trata injustamente suas criaturas, já que a injustiça provém da ignorância, da necessidade, da fraqueza ou de causas similares, nenhuma das quais pode existir em Deus.
No alcorão encontramos diversas referencias à justiça divina, em C:95 V:8 “Acaso, não é Deus o mais prudente dos juízes?” e em C:21 V:47 “E instalaremos as balanças da justiça para o Dia da Ressurreição. Nenhuma alma será defraudada no mínimo que seja; mesmo se for do peso de um grão de mostarda, tê-lo-emos em conta. Bastamos Nós por cômputo.”
Também ordenou seus seguidores a aturem com justiça, em C:4 V:85 “Deus manda restituir a seu dono o que vos está confiado; quando julgardes vossos semelhantes, fazei-o eqüidade. Quão excelente é isso a que Deus vos exorta! Ele é Oniouvinte, Onividente.”
Juízo Final:
De acordo com o Alcorão e com diversos ditos (Ahadith) do profeta Maomé (Muhammad), a morte não é o fim. Após a morte, o espírito humano permanece e experimenta as bênçãos ou os tormentos até a época da ressurreição e julgamento. Este período da morte até a ressurreição é chamado de (barzakh).
No dia do juízo final (youm Al Qiyama) O mundo chegará ao seu fim, será o último dia da responsabilidade humana. Todos os homens passarão pela morte e ressuscitarão para se apresentarem diante de Deus que decidirá seus destinos de acordo com suas ações. A bondade será recompensada com o paraíso (jannah) e o mal será punido com o inferno (jahannam). (C:22 V:6-9 e V:1-2; C:3 V:185; C:4 V:62).