Incertezas sobre a união monetária do Golfo

Receita de Incertezas sobre a união monetária do Golfo

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Reunião no dia 17 de setembro entre ministros do golfo para decidirem o local de instalação do Banco Central do Golfo em meio de incertezas do comprimento do prazo de 2010 para a Moeda Única

Os governadores dos bancos centrais e os ministros da economia da Arábia Saudita e de quatro países vizinhos estão finalizando os últimos detalhes para o acordo de moeda única, e para a reunião no dia 17 de setembro que decidirá o local de instalação do Banco Central do Golfo.

Segundo a agência “Reuters” há receios entre os membros do CCG de perderem credibilidade caso não consigam algum acordo sobre a moeda única que tem data limite de 2010 para sua implementação.

Simon Williams, economista no "HSBC”, disse: “a próxima reunião será de extrema importância para confirmar a credibilidade pela união monetária... Não há expectativas do inicio de funcionamento da moeda unificada em janeiro de 2010. O que buscamos são provas de que os estados do CCG chegaram ao acordo sobre algumas questões pendentes e traçaram um cronograma possível de ser concretizado".

Todas as decisões tomadas na reunião conjunta entre os ministros da economia em 15 e 16 de setembro, aguardam aprovação pelos líderes dos países do Golfo em sua reunião anual na capital de Omã, Muscat, em novembro.

Nos últimos dois anos não foram tomadas decisões importantes nas reuniões realizadas duas vezes ao ano entre os presidentes dos bancos centrais que anunciavam a dificuldade de manterem o prazo do acordo para 2010.

Carolyn Jaradat, económista do “Deutsche Bank”, suspeita que os governantes dos países do Golfo estão dispostos a entregar o poder de definir a política monetária para um banco central regional "estas reuniões não resultaram em qualquer decisão e o tempo está passando”. Para Jaradat, os países do golfo aliados aos Estados Unidos defendem a taxas de câmbio fixa, mas os economistas discordam pois a tendência é de recessão da economia americana, enquanto os Estados do Golfo vivem a maior prosperidade econômica de sua história. “não há sinais de que estes estados abandonarão a decisão do cambio fixo... Isto impossibilita a data de 2010".

As altas taxas de inflação que atingiram níveis recordes em várias partes da região do Golfo, devem impor desafios ao projeto que exige dos estados que mantenham a taxa de inflação em torno de 2% da taxa média regional.