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Taxis modernos mudam a cara do Egito

 Imprimir Arabesq | 04/07/2011 A | A
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A cena está mudando nas ruas do Cairo. Um projeto multimilionário, que começou em 2009, está substituindo os velho taxis em preto-e-branco por modelos novos.

Ladas e fiates  velhos  estão sendo trocados por modelos recentes das mesmas marcas ou da Hyundai e Speranza - o nome sob o qual o fabricante chinês Cherry comercializa seus veículos no país árabe. Os novos carros começam a mudar a cara da capital Cairo.

No entanto, o projeto, em vigor mesmo após a revolução egípcia, está caminhando a passos lentos por causa da estagnação em muitos setores da economia do Egito -  principalmente o turismo – devido os últimos acontecimentos políticos .

"Acredito que o projeto poderia ter sido muito mais bem sucedido se tivéssemos uma boa temporada de turismo", disse Hoda Ragheb, professora de economia.

"Ocorreu uma estagnação (econômica) após a revolução, e os motoristas de táxi, em vez de saírem às ruas, ficaram em casa devido ao alto preço da gasolina", acrescentou.

O governo egípcio anunciou este mês que o projeto contínua. O anúncio foi uma resposta aos rumores de uma possível suspensão por causa das "pressões" sofridas pelo Ministério das Finanças e  o impacto econômico após a revolução de 25 de janeiro que pós fim ao governo de Hosni Mubarak.

Segundo estimativas da Agência Central do Egito para a Mobilização Pública e Estatística, os prejuízos econômicos ocorridos com a manifestações de milhões de pessoas na praça Tahrir por três semanas somam mais de 1.7 bilhões  de dólares.

"Acrescente a isso as perdas subsequentes das receitas de exportação e das receitas do turismo ... Em seguida, vem o custo da ruptura permanente devido a greves e o regresso forçado de mais de um milhão de trabalhadores imigrantes que fogem da guerra na Líbia", segundo um relatório publicado no início de junho na revista Newsweek.

"A grande história, porém, é a fuga de capitais. Empresários egípcios queixam-se de crime crescentes nas cidades, a dificuldade de realizar operações normais, e, acima de tudo, a incerteza política", acrescentou o relatório.

Outros relatos da imprensa dizem que as reservas monetárias do país caíram em até um terço nos três primeiros meses do ano. De acordo com algumas estimativas, cerca de US $ 30 bilhões saíram do Egito desde o início da Primavera árabe. A difícil situação financeira levou o Ministério das Finanças a perdoar atrasos dos três  primeiros pagamentos desse ano do financiamento dos taxis novos que estão sendo apelidados de “Taxis Brancos” enquanto os antigos continuam sendo chamados de “taxis pretos”, cor predominante dos carros.

Até agora, cerca de 35 mil táxis foram substituídos no Cairo, segundo autoridades do Ministério das Finanças.

Na grande Cairo, que compreende Cairo e seus subúrbios, existem 47.773 táxis com mais de 20 anos e 34.370 com mais de 30 anos, segundo relatórios oficiais.

De acordo com as leis egípcias e regulamentos, qualquer carro com mais de 20 anos não terá sua licença de taxi renovada, mas os donos receberam um prazo e facilidades de financiamento para renovarem a frota.

O projeto, que começou em abril de 2009, faz parte de um plano de ação da ONU pelo meio ambiente.

O "negócio", oferecido pelo Ministério da Fazenda, permite aos proprietários de táxis antigos entregar seus carros para o ministério por 5.000 libras egípcias (aproximadamente 1.5 mil reais) que servirão de entrada do carro novo. Os carros antigos serão reciclados por uma fabrica criada pelo governo.

Dr. Nabil Rashdan, ex-assessor do Ministério da Fazenda, explicou que o ministério é que carrega parte dos custos do projeto ao oferecer reduções tributarias e incentivos estimados no início do projeto em US $ 236 milhões. Os motoristas terão também redução de 40% do valor das peças de reposição em relação ao preço de mercado.

Os financiamentos oferecidos pelos bancos  também serão facilitados com taxas de 6% ao ano quando normalmente os mesmos variam entre 9 e 12 por cento.

Taxímetros

Outra vantagem do novo taxi é a obrigatoriedade do uso de taxímetro que deve aposentar a pechincha e o superfaturamento do valor da corrida para os turistas.
"Agora, o taxista (novo) tem que ligar o aparelho. Se ele não o fizer, o cliente pode facilmente apresentar uma queixa à polícia", disse uma fonte do Ministério da Fazenda.

Outros elementos incluem o seguro obrigatório reduzido dos carros novos  negociado pelo governo com as seguradoras e oferecido pelo valor de até 20 reais mensais.

No entanto, os taxistas reclamam que entre as principais desvantagens do projeto é o fato de o ministério ter o direito de confiscar o carro.

O projeto já mostra resultados positivos com a diminuição da Poluição nas ruas do Cairo em 22% e a redução de 6,5% dos acidentes causados por falhas mecânicas.

Com GN

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