Principal > Cultura > Notícias
Português العربية
publicidade
    Monday, September 23, 2019
ArabesQ
Newsletter

Receba as nossas notícias por e-mail


Oriente Médio de olho na cultura

 Imprimir Agências | 14/05/2012 A | A
Publicidade
Consciência Jeans

Dois países do Oriente Médio estão com investimentos culturais de peso, encaminhando a construção de megainstituições de arte, com o intuito de transformar a região no eixo cultural do planeta no século XXI. Os Emirados Árabes Unidos e o Catar estão erguendo sete megamuseus numa área de 135 quilômetros quadrados e investindo mais de US$ 28 bilhões na empreitada — cifra 30 vezes maior do que a que o Brasil deve gastar com os 12 estádios da Copa do Mundo de 2014.

Em Doha, capital do Catar e cidade com maior renda per capita do mundo, o governo abriu três museus em um ano e “importou” profissionais do porte de um ex-CEO da sociedade de leilões da Christie’s. Abu Dhabi, capital dos Emirados, começa a construir numa ilha uma filial do Louvre e outra do Guggenheim.

Há dois anos, a Saadiyat Island, uma ilha de Abu Dhabi, não passava de um imenso areal, acessado apenas de barco. Hoje, conecta-se à capital dos Emirados Árabes Unidos por uma ponte monumental e é o coração do projeto cultural desse país. Em 27 quilômetros quadrados, até 2017 ela sediará filiais do Louvre e do Guggenheim e uma instituição histórica gerida pelo British Museum.

As duas potências econômicas do Oriente Médio, portanto, pretendem abrigar, em 10 anos, sete museus de primeira linha. Seis deles com projetos assinados por arquitetos vencedores do prêmio Pritzker: o francês Jean Nouvel, o americano Frank Gehry, o britânico Norman Foster e o chinês I.M. Pei.

É assim que os Emirados e o Catar planejam deslocar para suas capitais a rota da cultura mundial no século XXI. A ideia dos governos é que Abu Dhabi e Doha substituam, até o fim da próxima década, potências como Paris, Londres e Nova York.

A empreitada é bancada pela extração de petróleo (10% das reservas mundiais estão nos Emirados) e gás natural (do qual o Catar é o maior produtor). Trata-se de antecipar a solução para um problema: estimativas indicam que os estoques de gás e petróleo sofrerão brusca redução em até 30 anos. Os árabes enxergaram na cultura uma forma de manter a pujança da economia local.

 Imprimir

No momento não temos comentário, entre com o primeiro comentário aqui...
E você, o que acha disso?
*Título
*E-mail
*Nome
*Comentário
*País
Enviar
* Todos os campos são necessários, o email não será exibido junto ao comentário. Não serão aprovados comentários com conteúdo indecente, racista, desrespeitoso e que não seja relacionado ao assunto comentado.
ArabesQ não se responsabiliza pelo conteudo dos comentários.
Rádio Arabesq

VEJA TAMBÉM
MAIS VISTOS

Copyright © 2009 ArabesQ, todos os direitos reservados.