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Mulheres árabes lideram entidades que moldam os supermuseus

 Imprimir O Globo | 07/05/2012 A | A
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Nas ruas dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e do Catar, as mulheres árabes vestem abayas - vestidos pretos de mangas longas que deixam de fora apenas os olhos, as mãos e as pontas dos sapatos. Em zonas mais tradicionais, não é considerado de bom tom olhá-las nos olhos ou lhes dirigir a palavra. Mas a aparente submissão delas à estrutura patriarcal desaparece no interior dos escritórios em que estão sendo moldados os sete megamuseus da região. Lá, são elas que mandam.

- Acho que isso se explica assim: nos Emirados, os homens tradicionalmente seguem a profissão dos pais, que costuma estar relacionada ao comércio, e são menos sensíveis à arte. As mulheres acabam fazendo aquilo de que gostam, então muitas se dedicam à cultura - explica o fenômeno a poderosa sheikha Hoor Al Qasimi, a morena de 32 anos que é filha do xeque sultão Mohammed Al Qasimi, atual governante de Sharjah, um dos sete emirados dos EAU.

Hoor mora em Londres e fala um inglês perfeito. É for$em Belas Artes e Pintura na Inglaterra e tem mestrado em Curadoria de Arte Contemporânea. Atualmente, faz parte do conselho do MoMA PS1, em Nova York, e do comitê curatorial da Bienal de Berlim 2012. Em 2003, assumiu a presidência da Sharjah Art Foundation, que realiza a principal bienal de arte do Oriente Médio, e pôs quatro mulheres na administração.

- Além disso, os 16 museus já existentes em Sharjah também são administrados por mulheres - lembra ela, em entrevista exclusiva concedida ao GLOBO em seu escritório de Sharjah.

Em março, Hoor reuniu em seu emirado mais de 40 administradores de museus de primeira linha do mundo. Em três dias, promoveu uma série de $conhecida como Sharjah March Meeting, com nomes como Peter Eleey, curador do MoMA; Christine Macel, do Centro Pompidou; Eungie Joo, do New Museum; e Michelle Dezember, uma das responsáveis pelo Museu Árabe de Arte Moderna, em Doha.

No Catar, a mulher que mais manda é a Sav Al Mayassa, eleita "rainha da cultura" pela revista "The Economist", circula com notável $por eventos internacionais de arte - é ela, aliás, quem patrocina com US$ 3,2 milhões a atual retrospectiva de Damien Hirst na Tate Modern, em Londres. Ainda segundo a revista britânica, nesses eventos, poderosos como o marchand Larry Gagosian disputam minutos de sua atenção.

Al Mayassa não dá entrevistas e, com isso, vai alimentando a lenda de que foi ela quem convenceu o pai a apostar em arte como saída para a esperada redução das reservas de gás natural do país. Foi assim que, em 2005, ela fundou a Qatar Foundation e a Qatar Museums Authority (QMA). A primeira cuida de projetos educacionais; a outra, de museus.

Al Mayassa formou-se em Ciências Políticas e Literatura nos Estados Unidos e viveu por um ano em Paris, estudando na Sorbonne. À frente do movimento cultural do Catar, ela já conseguiu feitos como levar para lá o festival de cinema de Tribeca (em 2009). A edição de Doha ocupa até hoje o posto de maior evento de cinema do Oriente Médio. (A.F. e C.T.)

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