Durante a sua visita à Jordânia, o Papa Bento XVI falou das estreitas relações entre a igreja católica e o povo judeu, e salientou que há um mau-entendimento entre muçulmanos e cristãos, o que foi considerada, pelas autoridades da Jordânia, como uma desculpa pelos insultos prévios realizados pelo pontífice contra o islã em 2006.
No discurso, proferido em Amã, na Jordânia, no primeiro dia da peregrinação na Terra Santa, Bento 16 pediu respeito à comunidade muçulmana e abertura de um diálogo entre cristãos, muçulmanos e judeus pela paz
"Minha visita na Jordânia me dá oportunidade de pedir respeito pela comunidade muçulmana[...] A exploração ideológica da religião, em alguns casos, para fins políticos foi um catalisador para a divisão e a violência na sociedade", afirmou Bento 16 que pediu a lideres políticos e religiosos que salvem a comunidade cristã no Iraque.
Na visita, programada até o dia 15, Bento 16 percorrerá locais sagrados e se encontrará com lideranças israelenses e palestinas. A viagem inclui ainda missas a céu aberto em Jerusalém, Belém e Nazaré.
Ao chegar no aeroporto de Amã na manhã desta sexta-feira, o papa foi recebido pelo rei Abdullah que reforçou a importância da visita do pontífice antes da viagem para Israel e a palestina ocupada. "Nós dividimos os nossos valores e nós podemos fazer uma grande contribuição para todo o Oriente Médio se nós nos mantivermos unidos", disse o rei ao afirmar que a construção dos dois Estados é a solução do conflito.
Desde a eleição de Binyamin Netanyahu, a discussão em torno da criação de um território palestino e judeu vem sendo alvo de discórdia dentro do próprio governo israelense. Enquanto o ministro de Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, descarta a possibilidade, o ministro da Defesa, Ehud Barak, afirma que a construção dos dois Estados é a solução para o conflito. Netanyahu, no entanto, se esquiva da discussão, mas afirma estar comprometido com a manutenção da paz na região.
Bento 16 chegará a Israel no próximo dia 11 em meio à tensão pela polêmica pela negação do Holocausto por parte de um bispo lefebvriano.
Com al-jazeera e agências internacionais